Roku: aquisição da empresa permite à Fox entrar no mercado de streamming (Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 06h00.
Este é um ano de grandes aquisições em Hollywood. Além da compra da Warner pela Paramount, avaliada em US$ 110 bilhões e atualmente travada no judiciário, a venda da Roku para Fox, avaliada em US$ 22 bilhões, entrou em uma nova etapa de análise nos Estados Unidos.
O pedido, conhecido no jargão regulatório como "second request", foi feito na terça-feira, 8 de setembro. A Fox informou o procedimento em um documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC) e afirmou que as duas companhias continuarão colaborando com o Departamento de Justiça durante a análise.
A solicitação não significa que o negócio foi rejeitado. Ela, porém, prolonga o período em que Fox e Roku ficam impedidas de concluir a operação.
O negócio pode transformar a presença da Fox no mercado de streaming. A aquisição daria à empresa uma posição muito maior na publicidade em vídeo digital e na distribuição de serviços de vídeo sob demanda por assinatura.
A operação foi anunciada em junho, pelo valor de US$ 160 por ação. O pagamento será composto por aproximadamente US$ 14,2 bilhões em dinheiro e o restante em ações Classe A da Fox.
Para o CEO da Fox, Lachlan Murdoch, a compra ampliaria o alcance da companhia e aceleraria seu crescimento em áreas consideradas estratégicas.
A solicitação de novos documentos ativa uma extensão de 30 dias no período de espera previsto pela legislação antitruste americana. A contagem começa depois que Fox e Roku responderem substancialmente ao pedido de informações.
Durante esse intervalo, as empresas não podem concluir a aquisição. Além da análise do Departamento de Justiça, a transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas da Fox e da Roku e passar pelas demais autoridades regulatórias necessárias.
Apesar da nova etapa de análise, a Fox mantém a previsão de concluir a aquisição no primeiro semestre de 2027, desde que obtenha as autorizações necessárias.
A empresa também afirma que pretende manter a Roku como uma plataforma aberta aos parceiros. O fundador e CEO da Roku, Anthony Wood, deverá continuar exercendo uma função na companhia combinada caso a operação seja concluída.