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Falta de controle na vida pessoal do brasileiro salta 300%, mostra estudo

Pesquisa da Oracle com a Workplace Intelligence aponta que trabalhadores consideraram 2021 como o ano mais estressante de todos os tempos

Perda de controle: brasileiros sentem que perderam controle sobre vidas pessoais e carreiras em 2021; estudo aponta que tecnologia pode ser aliada no desenvolvimento profissional (Pixabay/Reprodução)

Perda de controle: brasileiros sentem que perderam controle sobre vidas pessoais e carreiras em 2021; estudo aponta que tecnologia pode ser aliada no desenvolvimento profissional (Pixabay/Reprodução)

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Lucas Agrela

29 de outubro de 2021, 06h00

Você sente que está sem controle sobre a sua vida pessoal mesmo depois de um ano da chegada da covid-19 ao Brasil? Você não está sozinho nessa. Um novo estudo feito pela empresa de tecnologia Oracle junto com a consultoria de RH Workplace Intelligence aponta que trabalhadores têm pouco ou nenhum controle sobre suas vidas pessoais.

O estudo contou com a participação de 14,6 mil funcionários de empresas de 13 países, incluindo o Brasil. O levantamento indicou que 84% das pessoas se sentem presas em suas vidas pessoais, e ansiosas sobre seu futuro (47%).

Um dos dados mais importantes do estudo é o aumento de 300% em relação ao pouco ou nenhum controle sobre a vida pessoal do brasileiro. Em relação à vida profissional, o número também disparou, ainda que em menor grau: o salto foi de 218%.

Os participantes brasileiros do estudo consideraram 2021 como o ano mais estressante de todos os tempos. Além disso, 47% das pessoas disseram que precisaram lidar com a saúde mental no trabalho mais este ano do que em 2020.

O estudo apontou ainda que 91% das pessoas foram impactadas negativamente de alguma forma no último ano. Elas disseram ter sofrido de declínio da saúde mental (34%); ter tido muitas dificuldades financeiras (31%) e falta de motivação para a carreira (30%).

“O isolamento social ocasionado pela pandemia acelerou a transformação digital dos negócios e nos colocou em um modelo de trabalho que vai consolidar as bases do que será o futuro. A evolução desse modelo de trabalho naturalmente fez com que as pessoas repensassem conceitos importantes, como o que significa sucesso para elas, e fez com que buscassem lugares que as incentivem nesse processo. Para atrair e reter talentos agora, as empresas precisam trabalhar com os funcionários em identificar e desenvolver novas habilidades para que eles possam se sentir no controle de suas carreiras novamente. A tecnologia será uma grande parceira nesse processo”, diz, em nota, Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil.

A pesquisa foi realizada pela empresa Savanta, entre 27 de julho e 17 de agosto de 2021. Responderam à pesquisa executivos de alto escalão, líderes de RH, gerentes e funcionários em tempo integral de empresas. Os participantes tinham idades entre 22 e 74 anos. Os 13 países nos quais as pessoas foram entrevistadas para o estudo foram: EUA, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, França, Holanda, Alemanha, Brasil, Índia, Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália.

A pesquisa também indica a necessidade de prestar atenção às necessidades dos funcionários mais do que nunca. O papel da tecnologia nessa missão é crucial.

A grande maioria dos brasileiros (95%) disseram desejar que a tecnologia ajude a definir seu futuro. Nesse cenário, ela seria utilizada para indicar habilidades que devem ser desenvolvidas (53%); apontar formas de aprender novas habilidades (50%); e fornecer os próximos passos para o progresso em direção às metas de carreira (42%).

Oito a cada dez pessoas (79%) fariam mudanças em suas vidas com base nas recomendações de um robô, enquanto 65% disseram que confiariam mais em um robô do que em outras pessoas pessoas para guiar sua carreira.

65% dos brasileiros entrevistados para o estudo têm mais probabilidade de permanecer em uma empresa que usa tecnologias avançadas, como inteligência artificial, para apoiar o crescimento da carreira dos trabalhadores.

A tecnologia também é apontada como uma aliada para lidar melhor com o estresse e com a ansiedade para o futuro na profissão. 67% dos brasileiros disseram que usar a inteligência artificial no trabalho os ajudaria a se sentirem menos estressados, enquanto 61% acreditam que se sentiriam mais fortalecidos e 60% se sentiriam mais no controle de suas carreiras.

“Os resultados mostram claramente que o investimento em habilidades e no desenvolvimento de carreira é agora um diferencial importante para os empregadores, pois desempenha um papel significativo na sensação de que os funcionários têm controle sobre suas vidas pessoais e profissionais. As empresas que investem em seus funcionários e os ajudam a encontrar oportunidades colherão os benefícios de uma força de trabalho produtiva e engajada”, afirma Dan Schawbel, sócio-gerente da Workplace Intelligence.