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Empresa brasileira reúne artistas globais para criar ferramentas de IA para músicos

Armin van Buuren e Laidback Luke são os primeiros parceiros do novo programa da Moises, que prevê participação de artistas no desenvolvimento de ferramentas

Armin van Buuren e Laidback Luke: DJs e produtores passam a integrar programa da Moises voltado ao desenvolvimento de ferramentas de IA para músicos (Divulgação/Moises)

Armin van Buuren e Laidback Luke: DJs e produtores passam a integrar programa da Moises voltado ao desenvolvimento de ferramentas de IA para músicos (Divulgação/Moises)

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 13h45.

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Os DJs e produtores Armin van Buuren e Laidback Luke são os novos parceiros da Moises, plataforma brasileira de inteligência artificial voltada à música.

Os dois artistas passam a integrar o programa Artist Partnerships e vão participar do desenvolvimento de ferramentas de IA para músicos e produtores.

A parceria coloca dois nomes de projeção internacional da música eletrônica no processo de criação dos produtos da empresa. A proposta é que eles contribuam para definir funcionalidades e fluxos de trabalho voltados a DJs e produtores, além de participar das discussões sobre o uso de inteligência artificial na música.

Artistas no desenvolvimento da IA

Van Buuren e Laidback Luke não entram apenas como embaixadores da marca. Segundo a Moises, os dois terão participação no desenvolvimento de novas funcionalidades da plataforma e poderão levar para a empresa as necessidades e desafios encontrados no trabalho de produção musical.

A iniciativa acontece em um momento em que o avanço da IA generativa provoca discussões na indústria musical sobre direitos autorais, consentimento e os limites entre auxiliar e substituir o trabalho de artistas.

A Moises afirma adotar uma abordagem diferente da geração automática de músicas completas. A plataforma oferece ferramentas que permitem, por exemplo, separar uma gravação em diferentes faixas, trabalhar elementos de uma música e auxiliar processos de prática, produção e performance.

“A música eletrônica sempre avançou porque os artistas estavam dispostos a experimentar novas tecnologias”, afirma Geraldo Ramos, fundador e CEO da Moises.

Do trance à produção de novos artistas

A escolha dos dois parceiros também está relacionada às trajetórias de ambos na música eletrônica. Van Buuren é um dos principais nomes do trance e foi eleito cinco vezes o DJ número um do mundo pela DJ Mag. O holandês também é cofundador da gravadora Armada Music e apresenta o programa de rádio A State of Trance.

“A tecnologia sempre fez parte da evolução da música eletrônica. O que realmente importa é se o artista continua no controle”, afirma Van Buuren. Segundo ele, a parceria deve ajudar a criar ferramentas que deem mais velocidade ao processo de produção sem retirar do músico as decisões criativas.

Laidback Luke, por sua vez, construiu carreira como DJ e produtor e fundou o selo Mixmash Records. O artista também ficou conhecido pelo trabalho de formação de novos produtores e teve participação no início das carreiras de Avicii e Afrojack.

Entre os artistas com quem Luke já colaborou ou para quem produziu remixes estão Daft Punk, Rihanna, Madonna, Jay-Z, Pharrell, Maroon 5 e Tiësto.

“As melhores ferramentas não fazem o trabalho por você. Elas ajudam você a ouvir melhor, aprender mais rápido e tomar decisões criativas mais fortes”, diz Luke.

Moises amplia atuação

O Artist Partnerships é mais uma frente de expansão da Moises. A empresa também tem o cantor Charlie Puth como Chief Music Officer e mantém acordos com companhias do setor, como Fender e Ableton.

A plataforma nasceu como uma ferramenta de prática musical e passou a reunir recursos para aprendizado, performance e produção. Entre as funcionalidades estão separação de faixas, ferramentas de composição, aprimoramento de áudio e gravação.

Segundo a Moises, a plataforma tem mais de 80 milhões de usuários em 33 idiomas e utiliza mais de 50 modelos próprios de IA. A empresa afirma ainda que seus modelos são treinados com conteúdos licenciados e autorizados.

A companhia também diz ter adicionado 15 milhões de usuários e alcançado um run rate de US$ 40 milhões.

Com a parceria, a Moises pretende ampliar a participação de artistas na definição de como a inteligência artificial pode ser incorporada à rotina de produção musical.

A companhia afirma que o programa será expandido para outros gêneros e fluxos de trabalho nos próximos 12 meses.

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