'O Cavaleiro dos Sete Reinos': série se passa em um período diferente da história de Westeros (HBO Max/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 14h13.
O futuro de "O Cavaleiro dos Sete Reinos" pode ir muito além da primeira temporada. Em entrevista à Variety, o showrunner Ira Parker afirmou que teve acesso a um plano inédito de George R. R. Martin para até 15 novelas sobre Dunk e Egg, material que, se avançar, pode sustentar várias temporadas da série.
Antes mesmo da estreia da primeira temporada, "O Cavaleiro dos Sete Reinos" foi renovada para a segunda temporada, com previsão de lançamento em 2027. A decisão reforça a aposta da HBO no novo derivado do universo de Game of Thrones.
A produção é baseada em "O Cavaleiro Andante", novela publicada em 1998, e se passa cerca de 100 anos antes de "Game of Thrones" e 80 anos depois de "A Casa do Dragão".
A trama acompanha Ser Duncan, o Alto, vivido por Peter Claffey, e seu jovem escudeiro Egg, interpretado por Dexter Sol Ansell.
Diferentemente de outras séries da franquia, a história deixa dragões e grandes disputas políticas em segundo plano para focar na jornada pessoal dos protagonistas.
A narrativa acompanha Dunk em um torneio no qual tenta provar que é um verdadeiro cavaleiro, enquanto Egg surge como um garoto misterioso que insiste em se tornar seu escudeiro.
Segundo Parker, além dos livros já publicados, ele teve acesso a um documento reservado no qual Martin detalha planos para 12, 13, 14 ou até 15 histórias ainda não escritas sobre os personagens. O showrunner pondera, no entanto, que o avanço do projeto depende da resposta do público à série.
A primeira temporada terá seis episódios, todos com menos de uma hora de duração, e aposta em mais humor do que produções anteriores ambientadas em Westeros.
O envelhecimento do ator mirim Dexter Sol Ansell também entrou na discussão sobre o futuro do programa. Parker afirmou não ver isso como um problema, já que os planos de Martin acompanham Dunk e Egg ao longo de toda a vida.
Ele chegou a sugerir a possibilidade de a série retornar em diferentes momentos, anos depois, para mostrar os personagens em novas fases, acompanhando seu amadurecimento ao longo do tempo.
"Já brinquei com isso com a HBO (...), mas eu adoraria fazer três, quatro ou cinco temporadas com o Egg menino e depois voltar em cinco ou dez anos para fazer mais algumas com o Egg príncipe. Em seguida, voltar mais cinco ou dez anos depois e retratá-lo no fim da vida — no método Linklater [diretor de 'Boyhood'].”