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Amor e Morte: Elizabeth Olsen vira "assassina do machado" em nova série da HBO Max

A minissérie sobre Candy Montgomery é um mergulho no efeito das consequências; veja o que achamos da produção

Amor e Morte: série estreia nesta quinta-feira, pela HBO Max (Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Amor e Morte: série estreia nesta quinta-feira, pela HBO Max (Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de POP e redatora da Homepage

Publicado em 27 de abril de 2023 às 19h16.

Estreia nesta quinta-feira, 27, a nova minissérie da HBO Max, Amor & Morte (Love & Death), com Elizabeth Olsen (WandaVision). Baseada na história real de Candy Montgomery, norte-americana que matou a melhor amiga, com 41 machadadas nos anos 1980, a série conta, em sete episódios, toda a trajetória de um dos assassinatos mais noticiados de Collin County, no Texas.

Categorizada como drama, a minissérie aborda todos os detalhes por trás do assassinato de Betty Gore, bem como a reprodução da mídia na época, e acompanha a vida de Candy (Elizabeth Olsen) antes e depois do caso. Com ponto de vista focado nas vivências da "assassina do machado" e um olhar profundo para os costumes da época, Amor & Morte promete um mergulho no cotidiano — e suas consequências.

Dirigida por Lesli Linka Glatter, a produção conta, além de Olsen, com Jesse Plemons e Krysten Ritter (Breaking Bad) e marca a nova etapa da plataforma de streaming após a incorporação da Discovery, sendo a primeira "Max Original" do momento. Até o momento, conta com 97% de aprovação do público pelo Rotten Tomatoes, e 7,8/10 no IMDb.

Mas será que vale a pena assistir? A EXAME Pop assistiu a série com antecedência e te traz uma visão de público comum para saber se vale a pena ou não investir nas sete horas de conteúdo. Confira:

(Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Para além da 'Assassina do machado', conheça Candy Montgomery

Para nós, brasileiros, pode ser que a história de Candy Montgomery (73 anos) não seja tão conhecida quanto nos Estados Unidos. Por lá, ela ficou conhecida como "assassina do machado", após matar sua melhor amiga com a arma branca. Na época, ela tinha 30 anos e alegou, durante julgamento, que o crime ocorreu em legítima defesa.

Candy chegou a ter um caso com o marido de Betty Gore, Alan Gore, oito meses antes do assassinato. Ela passou por testes com um polígrafo para atestar a veracidade de seu depoimento e, após o julgamento, foi considerada inocente. A história rendeu um livro, "Evidence of Love: A True Story of Passion and Death in the Suburbs" (Evidência do amor: uma história real sobre amor e morte nos subúrbios), um filme "A Killing in a Small Town" (Um assassinato em uma cidade pequena) e uma série chamada "Candy", de maio de 2022.

Agora, na produção estrelada por Elizabeth Olsen, a história de Candy antes do assassinato fica mais em evidência: uma trama que envolve paixão, desejo, estruturas familiares, machismo, religião e um olhar atento à traição e suas consequências.

(Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

O vilão só é vilão do ponto de vista do herói

A aposta de Lesli Linka Glatter foi ambiciosa para a produção de Amor & Morte. Primeiro porque contar a história de assassinos, por mais que comum, tem sido um fator bastante criticado pelo público — a ver com a recente adaptação de "Dahmer", da Netflix. Segundo porque o ponto de vista da série é bastante focado na história pessoal de Candy, e dos distúrbios pelos quais passou.

Vendo pelos olhos de Candy, é difícil que o espectador mantenha uma posição fixa sobre a personagem: seria ela, de fato, uma assassina ou vítima de uma construção social que a levou a cometer o ato?

Em vários momentos, é possível sentir a dúvida chegando, aquela "pulga atrás da orelha" para entender se as atitudes da personagem — da escolha da traição ao assassinato — são de todo errado ou de todo o correto. Até que ponto é certo seguir o coração? Até que ponto é possível se manter firme?

Esse, no total, é um dos melhores pontos da série: o questionamento. Em nenhum momento Amor & Morte diz a resposta, mas a dúvida permanece ali, episódio após episódio.

(Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Ambientação e construção de cena

Além de uma história forte e cheia de nuances, Amor & Morte também tem algo de diferente: a construção das cenas e a ambientação. Boa parte da série se foca em três locais: a igreja, a casa de Candy e o quarto de Motel. De utensílios de cozinha e vestimentas ao próprio filtro usado para a série, é possível se transportar para Collin County no fim dos anos 1970 e início de 1980 logo nos primeiros minutos.

Vale também prestar atenção na constância da cor vermelha em Candy — no assassinato, ela sai da casa ensanguentada — e também do amarelo em pequenos detalhes na cena.

(Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Elizabeth Olsen e seu show de atuação

Dentro de uma personagem um tanto quanto complexa, vale pontuar que Elizabeth Olsen cumpre bem o papel de Candy: se dedicou a fundo a entender a história de sua personagem e entregou um tremendo show de atuação.

É possível sentir a angústia da personagem pelos gestos corporais da atriz, assim como o olhar dela transmite boa parte de seus pensamentos mais profundos. Menção honrosa também a Lily Rabe (Betty Gore), que transmite bem toda a construção da vítima.

(Amor & Morte/ HBO Max/Divulgação)

Mas e aí, vale a pena assistir Amor & Morte?

Longe de ser uma história simples, Amor & Morte clama por paciência do público. A série demora para desenvolver a ação do caso e as intrigas emocionais, exige concentração para reconhecer os detalhes. Dito isso: a produção é bem interessante e cumpre um excelente papel de questionamento para o público.

A EXAME POP recomenda a nova série da HBO Max, com ressalvas: não é feita para pessoas sensíveis.

Quando estreia Amor & Morte, da HBO Max?

A série estreia nessa quinta-feira, 27, e já conta com três episódios disponíveis na plataforma da HBO Max.

Quem está no elenco de Amor & Morte?

Além de Elizabeth Olsen, a série conta com a presença de Jesse Plemons, Krysten Ritter, Lily Rabe, Patric Fugit, Elizabeth Marvel e Keir Gilchrist.

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