"Niu Lai”: longa de baixo orçamento viralizou depois de ser considerado uma das piores produções do ano (Reprodução/Youtube)
Repórter de Marketing
Publicado em 22 de agosto de 2026 às 16h40.
Última atualização em 22 de agosto de 2026 às 16h41.
Uma animação chinesa produzida pelo diretor Xin Yumeng e sua mãe, Sun Lifang, tornou-se um fenômeno improvável de bilheteria. Chamado “Niu Lai”, o longa de baixo orçamento viralizou depois de ser considerado uma das piores produções do ano, ao mesmo tempo em que virou um símbolo do movimento anti-IA.
Segundo informações da Reuters, o filme já arrecadou o equivalente a mais de US$ 4 milhões.
A animação começou a ser produzida em 2021 e foi totalmente desenvolvida sem o uso de ferramentas com inteligência artificial. A história traz o bezerro Niu Lai como protagonista, em uma narrativa que mistura amizade, sobrevivência e sonhos.
O filme estreou em 5 de agosto e, segundo o Financial Times, nos dez primeiros dias em cartaz vendeu apenas 300 ingressos.
A história mudou quando ele se tornou assunto nas redes sociais após os espectadores publicarem imagens da animação — marcada por modelos 3D rudimentares, movimentos pouco fluidos e uma estética que lembra os primeiros anos da computação gráfica.
A curiosidade levou os espectadores às salas. Até quinta-feira, 21, “Niu Lai” já havia ultrapassado US$ 4 milhões em bilheteria na China, ficando atrás apenas de grandes produções como “Spider-Man: Brand New Day”.
Muito do hype em torno da produção vem da associação que parte do público fez ao movimento anti-IA, que alerta para o uso em massa da tecnologia nas artes — o que comprometeria pontos como criatividade e originalidade das produções.
Neste contexto, “Niu Lai” se tornou popular por apresentar o contrário: texturas simples, personagens pouco detalhados e movimentos visivelmente artificiais, mas produzidos por pessoas.
O filme foi criado sem uma grande equipe profissional e com poucos recursos: o orçamento original ficou em torno de US$ 200.