25 anos de 'The Office': Criada por Ricky Gervais e Stephen Merchant, a produção da BBC influenciou dezenas de séries, ganhou adaptações internacionais e se tornou referência do humor moderno (The Office / CBS/Reprodução)
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Publicado em 9 de julho de 2026 às 07h31.
Quando estreou na BBC, em 9 de julho de 2001, poucos imaginavam que "The Office" se tornaria uma das séries mais influentes da história da televisão. Criada por Ricky Gervais e Stephen Merchant, a produção britânica transformou a linguagem das comédias ao apostar em um falso documentário repleto de silêncios constrangedores, humor seco e personagens extremamente humanos.
Com apenas duas temporadas e um especial de Natal, a série abriu caminho para uma nova geração de sitcoms e inspirou adaptações em diversos países, incluindo a famosa versão americana estrelada por Steve Carell.
Para celebrar os 25 anos da estreia, reunimos 10 curiosidades sobre a produção britânica e americana, segundo o The Guardian e a Rolling Stones:
É difícil imaginar hoje, mas "The Office" estreou praticamente ignorada pelo público britânico. A audiência da primeira exibição foi tão baixa que a renovação ficou ameaçada.
Segundo o produtor executivo Jon Plowman, a situação só mudou quando a BBC reprisou os episódios meses depois, fazendo a audiência praticamente dobrar. Ricky Gervais também revelou que a primeira temporada recebeu uma das piores avaliações já registradas pelos grupos de pesquisa da emissora, empatando com uma transmissão de campeonato de bowls interrompida pela chuva. O boca a boca, no entanto, transformou a série em um fenômeno cult.
Muito antes de conquistar o Oscar, Olivia Colman fez uma breve participação em "The Office". Ela interpretou Helena, jornalista da revista fictícia Inside Paper, em uma de suas primeiras atuações na televisão. A atriz já demonstrava o talento que a levaria ao estrelato, especialmente ao manter a seriedade durante os constrangedores comentários de David Brent.
A atriz Olivia Colman na entrega do Oscar (Amy Sussman/Getty Images)
Inicialmente, Ricky Gervais e Stephen Merchant planejavam viajar pelo Reino Unido para encontrar funcionários de escritório reais para interpretar os personagens secundários.
A ideia era aumentar ainda mais o realismo do falso documentário. O plano acabou abandonado quando perceberam que a autenticidade não compensava a falta de experiência diante das câmeras. Como brincou Merchant: "Pessoas reais são péssimos atores".
Hoje o estilo parece comum, mas, em 2001, a proposta era revolucionária. A série utilizava entrevistas para a câmera, zooms aparentemente improvisados e ausência de trilha sonora para criar a sensação de que o espectador acompanhava um documentário real sobre a rotina de um escritório.
O sucesso influenciou produções como Modern Family, Parks and Recreation e até a versão americana de The Office.
Apesar do enorme impacto cultural, a produção original é surpreendentemente curta. São apenas 12 episódios divididos em duas temporadas, além de dois especiais de Natal que encerram a história dos personagens.
Esse formato enxuto ajudou a manter a qualidade da série e evitou o desgaste comum em sitcoms de longa duração.
Embora tenha se tornado um fenômeno mundial, a adaptação estrelada por Steve Carell também começou enfrentando dificuldades.
Os primeiros episódios copiavam de forma bastante fiel o humor britânico, o que afastou parte do público. A série só encontrou sua identidade quando Michael Scott ganhou uma personalidade mais humana e otimista do que David Brent.

No "The Office" americano, o inesquecível pedido de casamento de Jim para Pam, realizado sob a chuva em um posto de gasolina, também entrou para a história pelos bastidores. Segundo os produtores, a sequência custou cerca de US$ 250 mil, tornando-se a mais cara de toda a série. Em vez de gravar em um posto real, a equipe optou por reconstruir o cenário em um estúdio para ter controle total da iluminação, da chuva artificial e das filmagens.
Durante parte da terceira temporada da versão americana de "The Office", John Krasinski apareceu usando uma peruca. O ator precisou raspar a cabeça para viver um jogador de futebol americano no filme Leatherheads, estrelado por George Clooney. Como o visual de Jim era considerado uma marca registrada do personagem, a produção recorreu a uma peruca, detalhe que só veio à tona anos depois, surpreendendo muitos fãs.
Antes mesmo de Steve Carell, Jenna Fischer ou John Krasinski serem escalados para a versão americana de "The Office", B. J. Novak já havia garantido seu lugar na produção. Além de interpretar Ryan Howard, ele também integrava a equipe de roteiristas, característica valorizada pelos criadores da série, que buscavam atores capazes de contribuir criativamente para o desenvolvimento dos episódios.
Quando Steve Carell deixou a série na sétima temporada, muitos acreditavam que Michael Scott não voltaria mais. No entanto, os produtores organizaram sua participação no episódio final em completo segredo. A informação foi mantida restrita a um pequeno grupo da equipe, sem sequer ser amplamente compartilhada dentro do estúdio, para que a aparição do personagem emocionasse o público no desfecho da sitcom.
Para quem quiser revisitar a franquia, há boas opções de streaming no Brasil. A versão original britânica de "The Office"mestá disponível no catálogo da HBO Max. Já a adaptação americana, estrelada por Steve Carell, pode ser assistida na Netflix, na HBO Max e também no Amazon Prime Video.