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João Kepler quer mudar seu medo de investir em startups

Um dos fundadores da Bossanova Investimentos, venture capital focado em startups da base da pirâmide, quer popularizar a venda de títulos bancários cujos recursos são direcionados para aportes em startups

João Kepler, um dos rostos mais conhecidos do ecossistema empreendedor do Brasil por ser também apresentador de tevê de programas de empreendedorismo, tem um meta para os próximos meses: ampliar o número de pessoas físicas com apetite para colocar recursos em startups.

A Bossanova Investimentos, fundo de microventure capital aberta por Kepler em 2015 com Pierre Schurmann, da família de velejadores de Santa Catarina, fez quatro rodadas de captação de investimentos em startups para pessoas físicas por meio de cédula de crédito bancário, a CCB, um título de crédito emitido por instituição financeira. Neste caso, a captação é pela plataforma da INCO Investimentos, uma startup de financiamento coletivo investida da Bossanova.

Atualmente, o processo para uma pessoa física investir numa startup via de regra envolve aportar recursos diretamente no negócio em si, em troca de ações da companhia. É o negócio dos chamados investidores-anjo, pessoas físicas dedicadas a aportar recursos para negócios de tecnologia sedentos por capital para expansão.

Num cenário de o crescimento de fato sair do chão ou o negócio vir a ser comprado por um bom preço, ótimo para esse tipo de investidor. Já no cenário de o negócio ir para o buraco, o investimento todo pode ir para o buraco.

Kepler aposta num interesse crescente por investimentos em startups mesmo com o viés de alta da Selic, a taxa básica de juros  o que, em teoria, aumenta o apelo dos ativos de renda fixa frente ao investimentos em renda variável como o venture capital.

O problema é, ainda, a percepção do investidor pessoa física para o risco envolvido num negócio desse tipo. "Quando falamos de pessoa física, o risco envolvido é, geralmente, o maior empecilho", diz.

A escolha pela modalidade de investimento via CCB visa contornar o problema. "Quem assume o risco da operação é a Bossanova, e não o investidor em si", diz Kepler. O recurso captado com a venda das CCBs (as opções variam entre 5.000 e 40.000 reais), fica um título negociado a mercado e com rentabilidade de 4,25% ao ano, mais ganhos variáveis de acordo com o resultado da participação acionária da Bossanova num pool de mais de 1.000 negócios de tecnologia com alguma participação do fundo.

Os recursos captados agora servirão para ampliar o rol de startups investidas da Bossanova. "A modalidade por meio de CCB tem ganhado espaço, justamente por oferecer mais segurança”, diz.

As outras três rodadas dessa modalidade de captação para startups via CCB, no início de 2021, bateram recorde de captação. A primeira foi de 1 milhão de reais em 24 horas; a segunda conseguiu levantar 6 milhões de reais nas primeiras 16 horas de oferta e a terceira captou mais de 10 milhões de reais.

Os interessados na modalidade poderão investir em conjunto com outros investidores dos comitês da Bossanova, como Carol Paiffer, Thiago Pereira, Marcella Santos do Grupo Odillon e Esdânio Nilton.

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