Startup Revelo vai conectar brasileiros com vagas em empresas estrangeiras

Candidatos poderão aplicar para vagas de empresas de diversos países que estão buscando talentos na América Latina para trabalhar em modelo de home office

Trabalhar de qualquer lugar do mundo e com salário atrelado ao dólar: esse desejo de muitos profissionais brasileiros fica mais fácil de acontecer agora. A startup de recrutamento e seleção Revelo está ampliando sua atuação internacional e, a partir desta segunda-feira, 16, vai conectar candidatos do Brasil com empresas internacionais que estão em busca de talentos na América Latina.

As vagas internacionais que a Revelo está intermediando são para trabalho remoto em empresas norte-americanas e europeias. Carreiras nas áreas de programação, design, produto, marketing, vendas e finanças estão com oportunidades abertas — a média salarial é de 22.000 reais por mês. Até o final do ano, a expectativa da startup é chegar a 100 contratações nesse modelo. 

Do coworking ao plano de saúde

“Os Estados Unidos e a Europa estão olhando para os profissionais de tecnologia brasileiros faz tempo. Com a pandemia liberando a mente das empresas para o trabalho remoto, elas começaram a vir atrás de talentos na América Latina”, diz Frédéric Monnier, diretor de experiência do candidato da Revelo.

A Revelo, então, se posiciona como parceira dessas empresas no processo de seleção. Além de oferecer acesso a uma base de mais de 1,5 milhão de cadastros de profissionais, a startup ajudas as companhias internacionais a cumprir práticas comuns no país, como a oferta de vale-alimentação e plano de saúde. Até mesmo o fornecimento de equipamentos e o aluguel de espaços de coworking ficam a cargo da empresa de recrutamento.

“Todo projeto novo é um tiro no escuro. Agora estamos analisando se os profissionais brasileiros se adaptam bem à cultura das empresas e entregam resultados. Os testes começaram há dois meses, mas estão indo bem”, diz Monnier.

Nessa fase inicial, a Revelo percebeu que profissionais de tecnologia com nível intermediário de inglês conseguiram se comunicar bem no trabalho e tiveram uma boa curva de aprendizado no idioma. Nos próximos meses, para capacitar mais pessoas na língua inglesa, a startup vai financiar cursos por meio do seu programa Revelo Up.

Como se inscrever

Os candidatos que quiserem aplicar para vagas internacionais devem entrar nas plataformas da startup, preencher o cadastro, fazer as avaliações de habilidades e aguardar o contato dos recrutadores. “Há uma busca grande por diversidade. As empresas estão procurando ativamente mulheres e negros para as vagas de tecnologia, o que nos surpreendeu positivamente”, diz Patrícia Carvalho, diretora de marketing da Revelo.

Ao todo, o processo de contratação dura em média 20 dias e é feito de forma totalmente remota. Confiante com o novo produto, a Revelo espera que até o próximo trimestre uma em cada quatro contratações sejam para uma vaga internacional. Com 13,8 milhões de desempregados no país, a oportunidade para a startup é grande.

Trajetória da Revelo

A Revelo foi fundada pelos empreendedores Lachlan de Crespigny (ex-funcionário da startup Gympass e do Boston Consulting Group) e Lucas Mendes (ex-funcionário no banco Goldman Sachs e na consultoria Bain & Company, além de sócio do site Beleza na Web) em 2014.

Para criar a Revelo, os empreendedores colocam como inspiração as startups chinesas de recursos humanos. Exemplos são as plataformas de recrutamento 51job (companhia aberta, avaliação de 4,2 bilhões de dólares), Liepin (170 milhões de dólares em investimentos) e Zhaopin (adquirida pelo grupo australiano de educação e recursos humanos Seek).

O diferencial da plataforma da Revelo é inverter o processo de contratação. No lugar das empresas postarem vagas e profissionais se candidatarem, elas os convidam aos processos seletivos.

O candidato se inscreve na plataforma da Revelo e passa por um processo seletivo contínuo de verificação de sua formação, experiência e habilidades. A startup usa inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) para coletar diversas informações sobre o usuário e fazer o match com as necessidades de diversas empresas. Essas combinações geram convites a processos seletivos.

Em setembro de 2019, a empresa recebeu um aporte de 70 milhões de reais liderado pelo IFC, braço de investimentos do Banco Mundial.

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