Rival do iFood, startup de entrega por assinatura Ceofood fatura R$ 5,7 mi

A startup Ceofood, do empreendedor Kawel Lotti, oferece serviço de entrega por assinatura, sem cobrar taxas individuais às pequenas empresas

Enquanto alguns negócios tiveram prejuízos durante a pandemia, outros empreendimentos aproveitaram o momento para criarem soluções que pudessem reduzir, ao menos um pouco, as dores das pequenas e médias empresas. Esse é o caso da startup Ceofood, de entregas por assinatura.

Fundada em 2020 pelo empreendedor Kawel Lotti, a Ceofood funciona como uma espécie de marketplace, que conecta entregadores a pequenos lojistas. O grande diferencial, quando comparada a outras grandes plataformas de delivery, está no modelo de plano de assinatura, no qual pequenos negócios podem contratar serviços de entrega por um valor mensal que varia de acordo com o tamanho da empresa e que podem ser de R$99 ou R$199.

Junto da Ceofood, Lotti também criou a CeoPag, empresa de maquininhas de pagamento com taxas reduzidas. Contrariando o que se dizia há muito sobre o futuro das maquininhas, o Ceopag viu o número de pedidos aumentar drasticamente no ano passado, como reflexo do crescimento no número de novos negócios no país. O sucesso do delivery também teve parte neste resultado, segundo Lotti. “Com as lojas fechadas e mais entregadores, as empresas precisaram de três, quatro ou até cinco maquininhas em circulação”, conta o fundador.

Mesmo com pouco tempo de mercado, as duas marcas já registram resultados positivos, com crescimento de cerca de 20% ao mês, e mais de 5.000 clientes, no caso do app de delivery, e 4.000 clientes, na empresa de maquininhas. Desde o mês de abril, as duas empresas se fundiram e tornaram-se uma só, movimentando, juntas, 70 milhões de reais e uma receita de 5,7 milhões de reais em 2020.

Aproveitando o bom momento, a empresa anunciou, no último trimestre de 2020, a criação de uma conta digital, o CeopagBank, que permite transferências, pagamentos e também um cartão de débito. “Oferecemos o mecanismo de vendas, de meios de pagamento, e agora a conta digital para que o empreendedor possa movimentar o seu negócio. Queremos ter o serviço completo, de ponta a ponta”, diz.

Para 2021, a projeção é triplicar o volume transacionado nas duas marcas, para algo em torno de 210 milhões de reais, e dobrar esse volume no ano seguinte. Também para este ano, as empresas devem ter passar a ter um sócio minoritário. Para isso, Lotti já negocia possíveis injeções de capital vindas de fundos e empresas. Já em relação ao banco digital, a intenção das empresas “Ceo” é ter todos os clientes da base registrados até o final deste ano.

Para competir com as gigantes do setor de entregas, o conglomerado de empresas continuará apostando na agilidade para atender os empreendedores. “Somos pequenos, então temos mais facilidade e mobilidade para atender bem os clientes, sem os problemas que as grandes empresas têm”, diz. "O atendimento humanizado unido à tecnologia será a nossa resposta para crescer”.

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