Rappi cria "entrega sem contato" para proteger motoristas

Em e-mail enviado para a base de usuários, a plataforma de delivery informou quais medidas está adotando para minimizar o risco de propagação do coronavírus

Para combater a propagação do novo coronavírus, o aplicativo de entregas Rappi irá habilitar uma nova modalidade de entrega. Em e-mail enviado para a base de clientes da plataforma no último domingo, 15, o presidente Simón Borrero informou que, nos próximos dias, será habilitada uma opção de entrega em domicílio sem contato físico, para proteger os motoristas parceiros.

Nesse modelo, os entregadores deixarão os pedidos na porta, sem ter contato direto com o consumidor. Os usuários que desejarem receber as encomendas dessa forma, poderão selecionar uma opção dentro do aplicativo ou informar o motorista diretamente pelo chat interno.

Na nota, Borrero escreve que a equipe da empresa está “trabalhando de forma incansável com as autoridades locais e com especialistas na área da saúde” para garantir um alto nível de segurança nos serviços.

A startup está entregando kits com álcool gel 70%, desinfetantes e máscaras para os entregadores. Ela também criou um fundo para proteger motoristas e informou que está importando “centenas de milhares de géis e máscaras antibacterianas”.

No exterior, empresas de delivery adotaram medidas similares em tentativa de proteger os entregadores. No começo do mês, as startups americanas Postmates e Instacart adicionaram a opção de entrega sem contato. No mês passado, serviços chineses adotaram a mesma medida. Esta semana, a britânica Deliveroo anunciou que iria incorporar o modelo ao seu serviço, bem como a espanhola Glovo.

Proteção para os clientes

A Rappi informou também que está trabalhando com os restaurantes registrados na plataforma para evitar a contaminação dos pedidos. Por isso, todas as sacolas de entrega serão fechadas com selos de segurança, para garantir que as refeições não tenham sido manipuladas depois de saírem da cozinha.

Aos consumidores, a plataforma recomenda lavar as mãos após desembalar o conteúdo da entrega e usar meios de pagamentos digitais para evitar o contato com cédulas e moedas. O presidente também escreveu que está trabalhando para garantir o abastecimento de itens de primeira necessidade, mas pediu compreensão em caso de falta.

Como informou à EXAME na última sexta-feira 13, a Rappi tem recebido um aumento significativo no número de pedidos em sua plataforma desde que o debate público sobre os efeitos do coronavírus se intensificou. No último mês, a vertical de farmácias do aplicativo registrou um aumento de 10% no volume de pedidos. As outras duas categorias mais impactadas foram restaurantes e supermercados.

“Acreditamos que seja uma resposta dos usuários preocupados com o tema incerto e medidas de quarentena sendo tomadas em diferentes cidades”, escreveu a empresa em nota.

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