Se seu negócio não está na internet, vai desaparecer

No universo corporativo, qualquer empresa que não se adaptar para as novas tecnologias tende a desaparecer

	Internet: mercado ainda precisa treinar, estudar e aprender com o mundo digital a usar a tecnologia no dia a dia
 (Marcos Santos/ USP Imagens)
Internet: mercado ainda precisa treinar, estudar e aprender com o mundo digital a usar a tecnologia no dia a dia (Marcos Santos/ USP Imagens)
Por Sebastián Siseles*Publicado em 29/10/2014 14:07 | Última atualização em 29/10/2014 14:07Tempo de Leitura: 3 min de leitura

São Paulo - A tecnologia, de fato, se tornou fundamental na vida das pessoas, não somente para o trabalho, mas também na relação com a família e amigos.

No universo corporativo, qualquer empresa que não se adaptar para as novas tecnologias tende a desaparecer. A princípio, essa afirmação pode parecer apocalíptica ou determinista, mas não é o que os fatos têm apontado.

Na prática, podemos pensar nas lojas locais que, graças à uma página na web ou redes sociais, podem aumentar a sua exposição e número de vendas, que antes não eram alcançadas apenas com um endereço físico.

Isso tem acontecido bastante com flores, por exemplo, que podem ser encontradas e entregues em qualquer lugar do mundo, por meio de pedidos on-line.

Se te perguntarem qual a melhor empresa de telefonia do mundo, qual seria a sua resposta? Certamente passou alguma operadora de celular pela sua cabeça, porém não tenho dúvidas de que o Skype revolucionou a forma como nos comunicamos hoje. Basta estar conectado a uma boa internet que é possível falar gratuitamente com qualquer lugar do mundo.

Os Estados Unidos levaram 10 anos para que 50% da população tivesse um aparelho celular. O Facebook levou 8 anos para ter um bilhão de usuários e o Farmville atingiu 100 milhões de usuários em 45 dias. Às vezes, existe certa diferença e tendência tecnológica.

O mundo digital está em uma expansão tão vantajosa que já chegamos ao ponto em que a internet não limita mais os trabalhadores a procurarem emprego apenas na região onde moram. Trabalhando como freelancer, por exemplo, pode-se quebrar as fronteiras e uma pessoa do Brasil ser contratada por uma empresa do Canadá, sem nem sair de casa para isso. Assim, a internacionalização do trabalho acontece pelos canais de empregos online.

As profissões estão agregando o mundo digital na forma de trabalhar. Um designer gráfico, há 15 anos, precisava fazer seus projetos à mão livre, hoje existem centenas de programas que facilitam e diminuem o tempo de entrega de um “job”. Propaganda e marketing também mudaram sua forma de ganhar clientes e atingir as pessoas.

O que antes era canalizado em outdoors, atualmente é feito pela internet, direcionando exatamente para o público que a empresa quer impactar.

O que ainda falta é treinamento e capacitação. O mercado ainda precisa treinar, estudar e aprender com o mundo digital a usar a tecnologia no dia a dia. Assim, todo nosso cotidiano pode ser otimizado e tender ao desaparecimento.

*Sebástian Siseles é formado em Direito, pela Universidad de Buenos Aires, e em Marketing, pela Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales, com MBA pela University of Pittsburg, Sebastian é diretor do Freelancer para a América Latina, responsável pela expansão do site na região. Especialista em finanças corporativas e práticas gerais de negócios, o executivo também fundou em 2009 a Weemba.