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Ela trocou tablets por bichos de pelúcia - e já fatura R$25 mi com a ideia

As empreendedoras Veronicah e Natiele fundaram a Criamigos, uma rede que busca resgatar o valor dos brinquedos para as crianças à moda antiga e que vai faturar R$ 62 milhões neste ano

De Uruguaiana, município no Rio Grande do Sul com pouco mais de 120.000 habitantes, a empreendedora Natiele Krassmann Silveira sempre conduziu os negócios de sua família, um comércio de confecção e calçados com mais de 37 anos de existência. Mas foi a experiência na maternidade que levou a empresária a fundar a Criamigos, uma rede de vendas de bichos de pelúcia personalizados que hoje fatura 25 milhões de reais.

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A inspiração para a criação do negócio aconteceu durante uma viagem aos Estados Unidos, em uma feira de empreendedorismo organizada pelo Sebrae em 2015. Ao ter que deixar a filha de 1 ano para trás durante um curto período de tempo, a empresária percebeu que a única alternativa para manter a bebê distraída era dar um tablet a ela.

“Naquele momento percebi que, diferente do que aconteceu na minha infância, ela não teria memórias afetivas com brinquedos. Minha avó costumava fazer bonecas de crochê e minha filha estava ligada apenas à tecnologia”, diz.

Durante a viagem, Natiele conheceu Veronicah Sella, outra empresária de passagem pelo congresso e que se tornou sócia do negócio. Naquela época, as duas tinham histórias diferentes à frente de pequenos negócios, mas juntas descobriram uma paixão em comum: as memórias afetivas relacionadas aos brinquedos de infância.

De volta ao Brasil, as duas fundaram a Criamigos, inaugurando a primeira loja em Gramado, Rio Grande do Sul, importante polo turístico do país, em outubro de 2016. Dois meses depois, a empresa já tinha pelo menos 100 pedidos para abertura de unidades franqueadas. “Nós nos perguntávamos muito se uma loja de ursinhos daria certo na era da tecnologia, mas vimos que tinha público e que o que estávamos tentando resgatar era uma dor de muitas mães e pais”, diz Veronicah.

Nas pesquisas de mercado da empresa, o brincar sempre foi visto como coisa séria. Prova disso é que o público infantil representa uma parcela significativa da empresa, mas não é a única. Juntos das crianças de 3 a 11 anos estão casais que presenteiam durante o Dia dos Namorados e também idosos impactados pelo isolamento social na pandemia.

A proposta da empresa é criar a experiência de dar vida a um bichinho de pelúcia. Em cada uma das lojas, apelidadas pelas empreendedoras de “oficinas”, os clientes podem criar seus próprios bichinhos de pelúcia, escolhendo seus moldes e figurinos. Parte do processo é também gravar uma mensagem em voz para o brinquedo e, ao final do processo, o ursinho de pelúcia ganha até mesmo uma certidão de nascimento.

Ir na contramão dos brinquedos eletrônicos é uma fórmula que tem dado certo para a Criamigos. Há três anos operando pelo sistema de franquias, a rede já tem 39 lojas em 18 estados do país — 20 delas inauguradas apenas neste ano. O tíquete médio da rede é de R$ 300 e, no ano passado, a empresa faturou 25 milhões de reais.

“A pandemia serviu para que enxergássemos que nosso modelo de negócio tem potencial para crescer, independente da situação”, afirma Natiele. “Dobramos de tamanho, ajudamos nossos franqueados a venderem online e atingimos novos públicos, como os idosos, que longe dos netos e do restante da família, podiam receber um urso com mensagens de voz para matar a saudade”.

A projeção da Criamigos é faturar 62 milhões neste ano, quase o triplo do ano passado. Até 2025, a rede quer também ampliar o número de lojas e chegar a 100 unidades. Para isso, investiu na abertura de um centro de distribuição em Serra, município do Espírito Santo, para agilizar o abastecimento de lojas por todo o Brasil. Sozinho, o armazém vai faturar 15 milhões de reais neste ano.

Nos planos da empresa também estão parcerias com outras marcas e lojas temporárias em shopping centers. Para o próximo Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, a rede vai se unir à Faber Castell em uma ação de marketing com o tema "criatividade". "Queremos sempre mostrar que o foco não é o consumo, mas a experiência nas lojas de dar vida a um novo amigo. Essa é nossa missão e é o que sustenta o nosso crescimento", diz.

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