"Estamos a 2 anos do início da produção em massa de carros autônomos", diz fundador do SoftBank

Masayoshi Son, presidente do SoftBank, participou nesta sexta-feira de um painel virtual do Fórum Econômico Mundial onde falou sobre o futuro da tecnologia

A promessa dos carros autônomos ronda o mercado de tecnologia há alguns anos, mas para Masayoshi Son, fundador e presidente do conglomerado japonês SoftBank, os veículos que não precisam de motorista estão bem mais próximos da realidade do que parece. Em painel do Fórum Econômico Mundial desta sexta-feira, 29, o executivo disse que o mundo deve começar a produzir carros autônomos em massa daqui a dois anos.

Na conversa com o Laurence Fink, presidente da BlackRock, Son afirmou que não serão milhões de unidades tomando as ruas do mundo todo já em dois anos, mas sim o início de um processo que deve revolucionar as cidades.

Sua expectativa é que, alguns anos após o início da produção, os custos de dirigir com um carro autônomo sejam mais barato que com os carros tradicionais, o que deve impulsionar uma mudança nos hábitos de mobilidade e logística.

"Podendo chamar um carro autônomo por aplicativo, as pessoas não vão precisar chamar um táxi ou mesmo ter um carro. Todos os gastos com seguros, garagem e estacionamento não vão compensar", disse Son.

Para o executivo, os carros autônomos serão para a mobilidade urbana o que o smartphone foi para a computação. "O automóvel tem 100 anos. Antes dele, a humanidade passou 3.000 anos usando cavalos como forma de transporte. Em poucos anos, vamos mudar novamente e uma inteligência artificial vai dirigir por nós", disse durante a conversa com Laurence Fink.

O SoftBank financia várias empresas que desenvolvem tecnologias para carros autônomos, como a fabricante americana Cruise (majoritariamente controlada pela General Motors) e a chinesa Didi Chuxing (dona da 99 no Brasil). Além das companhias investidas pelo grupo japonês, outras gigantes como Alphabet (empresa mãe do Google) e Tesla investem na indústria de veículos autônomos.

Futuro da inovação

Em relação aos milhares de trabalhos que seriam perdidos em uma economia em que carros sem motorista são a regra, o fundador do SoftBank não se preocupa. "Antes, milhões de pessoas cuidavam de cavalos. Aos poucos, esses trabalhos acabaram, mas as pessoas encontraram novas funções", afirma.

A visão de Son para os carros autônomos se estende para outras áreas da economia. No futuro, o empresário espera que a inteligência artificial assuma boa parte dos postos de trabalho que são "perigosos e sujos". Segundo ele, isso permitirá que as pessoas foquem em "funções mais humanas", que envolvem comunicação, interação e aprendizado. "Estaremos ouvindo, discutindo, dando aulas e tendo discussões mais interessantes e variadas." 

O fundador do SoftBank também comentou como se entristece com o fato de que seu país, o Japão, apesar de ser a terceira maior economia mundial, não esteja liderando a revolução de inovação com startups. Hoje, Estados Unidos e China sozinhos são os lares de 75% dos unicórnios (startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares) e produzem 80% das patentes de inteligência artificial. Para o executivo, esse investimento em pesquisa garantirá que as duas potências sigam como líderes de inovação pelo menos pelos próximos 20 anos. 

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