Emocionada com tragédia no Rio, Dilma abrevia evento

Presidente ia discursar para os empreendedores sobre avanços no sentido da formalidade dos negócios, mas não prosseguiu na fala após notícias sobre crime no Rio

Brasília - A presidente Dilma Rousseff se emocionou nesta manhã, durante solenidade comemorativa de um milhão de inscritos no Programa Microempreendedor Individual, no Palácio do Planalto. Ao discursar para os empreendedores, Dilma destacou que hoje seria um dia para muita comemoração, pelo fato de o País estar avançando no sentido da formalidade dos negócios, mas disse que não faria esse discurso porque "hoje temos que lamentar o fato que ocorreu em Realengo".

Ao se referir à tragédia que aconteceu em uma escola no Rio de Janeiro, Dilma disse que "não é característica do País ocorrer esse tipo de crime". "Considero que todos nós aqui presentes estamos unidos num repúdio ao ato violento, sobretudo cometido contra pessoas indefesas", disse a presidente, com a voz embargada.

Em seguida, ela encerrou seu pronunciamento cumprimentando os empreendedores individuais, mas homenageando as vítimas da tragédia no Rio, e pedindo um minuto de silêncio e quase chorou ao dizer: "Nossa homenagem a estes brasileirinhos que foram retirados tão cedo da vida". Após o minuto de silêncio, ela declarou encerrada a solenidade, que durou apenas cerca de 15 minutos. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Dilma avalia a possibilidade de ir ao Rio, mas ainda não há uma definição sobre a viagem.

Nesta manhã, um atirador invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, na zona oeste da capital fluminense, e abriu fogo contra os alunos. A Secretaria Estadual de Saúde já confirmou 11 mortes - dez crianças e o atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, ex-aluno da escola.

Empreendedor

A solenidade, que reuniu centenas de pessoas, foi realizada para comemorar a marca de 1 milhão de trabalhadores formalizados pelo Programa do Empreendedor Individual. Criado por Lei Complementar em julho de 2009, o programa tem como objetivo inserir na economia formal o cidadão que trabalha por conta própria no comércio, na indústria e na prestação de serviço.

Para aderir ao programa, esses trabalhadores devem ter rendimento bruto anual de até R$ 36 mil, não ter sócio ou ser dono de qualquer outra empresa. Pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. A marca superior a 1 milhão de formalizados foi atingida no dia 17 de março de 2011, quando a Receita Federal do Brasil registrou 1.004.764 adesões. A meta é chegar a 1 milhão e 500 mil empreendedores até o final do ano.

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