Em 5 meses, startup deve faturar R$ 16 mi com teste rápido de Covid-19

Fundada em 2019, a BiomeHub patenteou uma tecnologia de exames em massa e hoje tem como clientes negócios que não pararam na quarentena

Com a economia brasileira em queda livre por causa da pandemia de Covid-19, há startups crescendo rápido para atender demandas criadas pela crise sanitária. É o caso da catarinense BiomeHub, fundada no ano passado para mapear o risco de infecções em hospitais.

Por causa da pandemia, a startup patenteou uma tecnologia de testes rápidos da Covid-19 a serem aplicados ao mesmo tempo num número grande de pessoas, a exemplo da mão de obra de uma indústria de grande porte.

Enquanto os estudos para uma vacina eficaz contra o vírus seguem em andamento, e os tratamentos aos infectados continuam embrionários, o investimento na testagem maciça da população tem sido vital no controle da pandemia – abrindo um espaço enorme para tecnologias como a da BiomeHub. Neste ano, a empresa prevê receitas de 16 milhões de reais entre março e agosto. A quantia é praticamente dez vezes acima do faturado em todo o ano passado.

Análises rápidas

A tecnologia da startup catarinense funciona assim: numa empresa, por exemplo, os empregados são divididos em grupos de dez pessoas. Via de regra, colegas que trabalham lado a lado num escritório ou linha de produção ficam no mesmo grupo.

São coletados materiais como os do teste PCT-RT, o padrão para detectar a presença do novo coronavírus num indivíduo.

Só que, em vez de analisar o teste de todo mundo de uma vez só, abrindo margem para filas e atrasos nos resultados, o método da BiomeHub faz análises laboratoriais rápidas por grupos de dez indivíduos.

A ideia é que, uma vez detectado sinais de vírus em alguém desse grupo, os demais indivíduos sejam isolados e façam, aí sim, os testes convencionais.

Patrocinada, em parte, pela Fiesc, a federação das indústrias de Santa Catarina, a BiomeHub já testou os funcionários de mil empresas desde março. A empresa já atendeu indústrias, supermercados e empresas de logística, negócios que não pararam durante a quarentena.

“Agora, queremos diversificar o perfil de clientes, atendendo também empresas de pequeno e médio porte, além de governos”, diz Luiz Felipe Valter de Oliveira, fundador da BiomeHub. Uma ideia é, por exemplo, ajudar autoridades a evitar surtos em ambientes movimentados, como terminais de transporte público ou escolas.

Até aqui, a pandemia tem aberto oportunidades para negócios de testagem rápida como a BiomeHub. Resta saber para onde vai esse mercado caso uma vacina eficaz seja encontrada logo – como é o desejo de bilhões de pessoas hoje confinadas.

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