PME

Como reter talentos sem oferecer altos salários

Bons profissionais só permanecem nas empresas quando estão satisfeitos e motivados, diz professor

pessoas trabalhando (Getty Images)

pessoas trabalhando (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2014 às 09h00.

Priorizar nos meus resultados Google

Como reter talentos sem oferecer altos salários
Respondido por Gilberto Guimarães, especialista em gestão de pessoas

Como fazer com que pessoas inteligentes e capazes continuem contribuindo com o máximo dos seus esforços em tempos de tantas incertezas e mudanças? Não existe fórmula mágica.

Bons profissionais só permanecem nas empresas quando estão satisfeitos e motivados. No entanto, as razões da satisfação e motivação são características intrínsecas e dependem de valores e desejos pessoais.

Antes de qualquer coisa, dois fatores são fundamentais e básicos para a mobilização e retenção de talentos. O primeiro é a existência de uma causa, algo que justifique a “luta”, uma razão para ir além, dar tudo de si. Sem uma razão, dificilmente se consegue comprometimento.

Em seguida, na mesma medida e grau de importância, é fundamental prover cada pessoa com todos os recursos necessários à execução das suas atividades, desde os mais básicos, tais como saúde, alimentação, ambiente, meios e ferramentas adequadas, até os mais complexos, como competência, autoestima, condições psicológicas.

Somente a partir disso é que se pode estruturar um programa de mobilização e retenção de talentos. Os pontos chaves, que não estão ordenados por nível de importância, mas agrupados de forma lógica.

O primeiro ponto é o conceito de comunidade. É fundamental conseguir que as pessoas se percebam como pertencendo a um grupo, uma equipe e um projeto. E para que isto seja verdade, as pessoas devem se sentir identificadas e participantes das escolhas, definições e decisões.

O ponto seguinte é a comunicação, que responde e atende a necessidade do indivíduo de se sentir informado, sabendo o que faz, por que faz, para quem e para que faz e, sobretudo, que resultados esperam do grupo como um todo e dele em particular.

Estimule conversas individuais, francas, face-a-face, que informam e buscam reforçar o comprometimento. E também estimulações coletivas como reuniões, que possibilitem que as pessoas troquem informações e se comprometam com a ação na frente dos colegas da equipe.

O terceiro ponto é fazer as pessoas se sentirem importantes. Para isto, é fundamental que a tarefa que executam possa ser apresentada como uma “missão”, na qual ele possa se identificar com a figura do "herói", ou seja, que ele possa passar aos outros o sentimento de que a atuação dele é fundamental para a obtenção dos resultados.

O quarto ponto é transmitir às pessoas a mensagem de que elas foram escolhidas. É ilusão tentar mobilizar e reter pessoas que tem posturas e valores divergentes dos estabelecidos pelo grupo.

O último e, talvez, o mais importante fator, é o reconhecimento e a recompensa. O reconhecimento da sua importância e da sua ação permite que as pessoas suportem o medo do desamparo. Este reconhecimento tem que ser público, tem que ser mostrado e visto.

O reconhecimento deve ser sempre percebido como justo e justificado. Caso a relação entre a retribuição e a contribuição dos premiados não seja percebida como justa, o tiro pode sair pela culatra.

Gilberto Guimarães é professor da BSP – Business School São Paulo.

Acompanhe tudo sobre:gestao-de-negociosGestão de pessoasPequenas empresasdicas-para-seu-negocioMotivação

Mais de PME

Brasileiras conquistam metade dos prêmios no BRICS Women's Startup Contest