Com US$ 5,3 mi, startup de e-commerce foca na América Latina para crescer

A Edrone, criada na Polônia, já tem uma operação no Brasil e pretende usar o investimento recebido para expandir sua atuação na América Latina e na Europa

Os negócios às vezes tomam caminhos inesperados. Em 2016, quando os poloneses Michal Blak e Rahim Blak decidiram deixar suas carreiras no mercado marketing digital para fundar a startup Edrone, de software para e-commerce, eles não imaginavam que a empresa iria crescer em direção ao Brasil. Hoje, o país é um dos principais mercados da startup, com 150 dos seus 1.500 clientes do mundo.

A entrada na América Latina só surgiu como uma opção viável de expansão em 2017, quando a dupla conheceu o executivo brasileiro Felippe Pereira, que assumiu a tarefa de trazer os serviços da startup para o seu país natal. Atualmente, dos 60 funcionários da companhia, 14 são dedicados ao mercado brasileiro.

Com a pandemia, que acelerou o e-commerce globalmente, a startup viu um crescimento astronômico. Só no Brasil, houve um crescimento de 130% desde o começo do ano. "O negócio decolou de uma maneira absurda, o varejo entendeu que o e-commerce não é mais opção", diz Pereira.

Para acelerar sua expansão na América Latina e no leste europeu, a companhia acaba de captar um investimento de 5,3 milhões de dólares.

O que faz a Edrone

A startup vende assinaturas de um software de gestão de e-commerce para médias e grandes empresas do mundo todo. Entre seus clientes, estão marcas como Converse e Lupo.

A tecnologia da Edrone coleta os dados dos usuários dos e-commerces de seus clientes. Com isso, ela consegue personalizar as interações com os consumidores, alterando a vitrine do site, disparando e-mails de marketing e notificações por push e SMS. O objetivo é que as lojas gastem menos com aquisição e retenção de clientes.

O serviço é cobrado com base na quantidade de e-mails enviados por mês. O preço inicial da mensalidade é de 890 reais, o que garante 50.000 disparos.

felippe_edrone Felippe Pereira, diretor de operações da Edrone para o mercado brasileiro

Felippe Pereira, diretor de operações da Edrone para o mercado brasileiro (Edrone/Divulgação)

Aporte milionário

O investimento série A foi dividido entre dois cheques. O primeiro, de 2,5 milhões de dólares, veio do fundo PortfoLion, parte do grupo bancário OTP Group, com sede na Hungria. O segundo, de 2,8 milhões de dólares, foi concedido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (NCRD) da Polônia para financiar a pesquisa de desenvolvimento da assistente de voz da empresa, a AVA.

Com o investimento externo, o primeiro da história da companhia, a empresa pretende triplicar o tamanho das equipes de desenvolvimento, suporte e vendas. Além disso, vai continuar a investir na pesquisa da AVA — a meta é que a assistente consiga conversar e resolver os problemas dos clientes do e-commerce de maneira fluida.

A projeção dos sócios é expandir o faturamento de 1,8 milhão de euros em 2020 para 3,5 milhões em 2021. No Brasil, onde a startup fatura 2 milhões de reais por ano, o objetivo é mais que dobrar a receita, chegando a marca de 4,5 milhões até o final do próximo ano.

O desafio vai ser encontrar profissionais bons em todas as regiões em que atuam para conduzir o plano de expansão. "Precisamos garantir boas pessoas nas áreas de suporte e sucesso para que todos os novos clientes tenham uma experiência incrível conosco", afirma Pereira.

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