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Com clientes como Coca e Nivea, startup brasileira de IA fatura R$ 10 mi

Fundada em 2015, a Alana está abrindo escritórios no México e em Porto Rico. Hoje, a empresa de inteligência artificial já atua no Brasil, EUA e Reino Unido

A inteligência artificial é tida por muitos como a tecnologia que vai guiar a inovação pelos próximos anos. A Alana, uma startup brasileira, aproveita essa onda e usa a tecnologia para automatizar o atendimento ao cliente das equipes de marketing de grandes empresas como Coca-Cola, Nivea, Diageo e Polishop.

Fundada em 2015 pelos sócios Marcel Jientara (publicitário) e Marcellus Amadeus (cientista da computação), a empresa cresceu sua operação três vezes durante a pandemia com a digitalização de muitos processos em empresas tradicionais.

Estimulada por esse crescimento, a Alana agora expande sua operação, que era concentrada no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos, para o México e Porto Rico. Outros países da América Latina, como Argentina e Colômbia, estão na rota da startup — que projeta faturamento de 3 milhões de dólares nos próximos 12 meses.

    “O mercado de inteligência artificial para atendimento em português e espanhol é mal atendido, com muitos produtos traduzidos do inglês. Nosso diferencial foi ter criado a plataforma em português e agora recriado em espanhol”, diz Jientara, que preside a empresa.

    Depois da consolidação na América Latina, a empresa quer entrar em Portugal e na Espanha. “Queremos criar a melhor inteligência artificial em língua não inglesa para atender a mercados que não falam inglês no ocidente”, afirma o presidente.

    Trajetória do negócio

    A ideia para a Alana surgiu quando Jientara, que trabalhou em agências de publicidade desde os 16 anos, percebeu que poderia haver um sistema grande de coleta de dados para mensurar o impacto da publicidade de grandes companhias. Para executar a parte técnica do projeto, ele convidou o amigo Marcellus Amadeus, que é especialista em ciência da computação.

    Nos dois primeiros anos da empresa, os sócios focaram em análise de dados. Tudo mudou quando a startup foi selecionada para um programa de aceleração da Oracle, onde o negócio foi se transformando na direção de conversação. De 2017 para cá, a Alana passou a ser treinada para conseguir conduzir conversas com clientes como se fosse um humano.

    Para alavancar o novo projeto, em 2017, eles conseguiram um investimento-anjo de 400.000 reais liderado pelo Distrito Ventures. Depois, em 2019, fizeram uma rodada de capital semente com dois fundos americanos (que não são divulgados), na qual levantaram 1 milhão de dólares. Com o dinheiro, começaram a construir a plataforma em espanhol.

    Clientes, receita e metas

    Hoje, as equipes de marketing e atendimento ao cliente são as que mais utilizam a Alana. A IA pode ser programada para responder a comentários em redes sociais, Reclame Aqui e e-mails. De acordo com os fundadores da startup, o maior diferencial de seu produto é o fato dele não precisar da ajuda da equipe de tecnologia dos clientes para funcionar. A própria startup faz o treinamento da IA para a empresa.

    O negócio é um SaaS (software como serviço, na sigla em inglês), o que significa que os clientes precisam pagar uma mensalidade com base no tipo de serviço que utilizam. Quanto mais plataformas estiverem conectadas na Alana, mais caro. Segundo Jientara, os preços variam de 10.000 a 60.000 reais por mês.

    O Brasil é o principal mercado da startup hoje, são 45 empresas clientes, que cuidam de cerca de 60 marcas. “O mercado brasileiro é aberto a novas soluções. No nosso caso, a política de teste grátis por quatro semanas também ajuda novas marcas a experimentar o produto”, diz o presidente da startup.

    Neste ano, a empresa projeta um faturamento de 10 milhões de reais, o triplo do ano passado. Para 2021, a meta é atingir a casa dos 25 milhões. Para isso, os sócios planejam fazer uma rodada de captação série A, na qual querem levantar de 4 milhões a 5 milhões de dólares. “Queremos usar este valor para nos consolidar na América Latina como líder de mercado”, diz Jientara.

    Para o sócio, o maior desafio hoje é mostrar para as grandes companhias da região que é possível automatizar processos sem perder a qualidade.

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