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Como o Brasil se tornou o país mais importante para a SAP

O mercado de pequenos e médios negócios é o principal foco da empresa de tecnologia no Brasil

Enquanto a SAP já domina o mercado de softwares para gestão de grandes empresas, as PMEs estão se tornando o grande foco da empresa e fazendo do Brasil o país mais importante para a companhia. 

No mundo, 76% de todas as transações já passam por algum sistema da SAP. Enquanto isso, 82% dos novos clientes vêm de pequenos e médios negócios, o braço SAP Business One da empresa. 

“O mercado das PMEs é cada vez mais importante. Se você olha a pesquisa da Serasa, mais de 3 milhões de empresas foram abertas em 2020, uma alta de quase 9% comparando com 2019”, comenta Daniel Cabrera, Head SAP Business One Brasil. 

A operação brasileira da SAP mantém seu protagonismo global há 10 trimestres por causa do crescimento de receita e de novos clientes. De 2018 até o momento, a unidade de Business One saiu de 3.500 clientes para 7.600. 

E, com a pandemia, a grande urgência do pequeno empreendedor é fazer seu negócio entrar para o mundo digital. Para o executivo, o desafio da SAP foi se adaptar para acompanhar a agilidade de startups e provar que uma solução de software não é só para os grandes. 

“Os últimos três anos foram de trabalho forte para quebrar o paradigma de que implementar um software é um processo moroso e custoso, por isso a solução é só para grandes empresas. A gente prova que não”, afirma ele.  

Cabrera dá como exemplo a WEG, multinacional brasileira que manufatura peças eletrônicas e industriais. Embora a empresa seja grande, ela utiliza o Business One em seus distribuidores.  

A solução está presente em 20 tipos de indústria, de restaurantes e pequenos escritórios até nos agronegócios e cemitérios. 

Mesmo com o trabalho remoto, o SAP Business One teve a implementação mais rápida do mundo: um período de apenas 15 dias. A solução agora pode ser adotada por empresas com apenas cinco usuários e partindo do valor de 550 reais por usuário/mês. 

Para conseguir esse feito, Cabrera conta que o trabalho dentro da unidade começou a seguir a lógica das competições abertas de inovação. Eles incentivam a competição por meio de hackatons com startups e parceiros, o que ajuda na troca de ideias e compreensão das dificuldades dos clientes. 

“Uma das melhores práticas de novos modelos de todo o mundo foi desenvolvida aqui no Brasil. E isso a gente pegou de ter competições sadias dentro de parceiros”, diz. 

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