• AALR3 R$ 20,06 1.88
  • AAPL34 R$ 70,18 -4.39
  • ABCB4 R$ 16,60 -1.95
  • ABEV3 R$ 14,20 -3.60
  • AERI3 R$ 3,78 -2.83
  • AESB3 R$ 10,66 -1.39
  • AGRO3 R$ 30,75 -2.81
  • ALPA4 R$ 20,98 -2.37
  • ALSO3 R$ 19,47 -3.23
  • ALUP11 R$ 26,41 0.19
  • AMAR3 R$ 2,38 -2.46
  • AMBP3 R$ 30,90 1.95
  • AMER3 R$ 22,96 -0.26
  • AMZO34 R$ 67,68 -6.44
  • ANIM3 R$ 5,52 -3.33
  • ARZZ3 R$ 82,09 -0.82
  • ASAI3 R$ 15,48 -2.21
  • AZUL4 R$ 21,30 -4.01
  • B3SA3 R$ 11,54 -3.03
  • BBAS3 R$ 35,85 -1.59
  • AALR3 R$ 20,06 1.88
  • AAPL34 R$ 70,18 -4.39
  • ABCB4 R$ 16,60 -1.95
  • ABEV3 R$ 14,20 -3.60
  • AERI3 R$ 3,78 -2.83
  • AESB3 R$ 10,66 -1.39
  • AGRO3 R$ 30,75 -2.81
  • ALPA4 R$ 20,98 -2.37
  • ALSO3 R$ 19,47 -3.23
  • ALUP11 R$ 26,41 0.19
  • AMAR3 R$ 2,38 -2.46
  • AMBP3 R$ 30,90 1.95
  • AMER3 R$ 22,96 -0.26
  • AMZO34 R$ 67,68 -6.44
  • ANIM3 R$ 5,52 -3.33
  • ARZZ3 R$ 82,09 -0.82
  • ASAI3 R$ 15,48 -2.21
  • AZUL4 R$ 21,30 -4.01
  • B3SA3 R$ 11,54 -3.03
  • BBAS3 R$ 35,85 -1.59
Abra sua conta no BTG

BizCapital, fintech de crédito para PMEs, recebe aporte de R$ 65 milhões

O investimento na empresa brasileira foi liderado pelo braço de investimento internacional do banco alemão KfW
 (Divulgação/BizCapital)
(Divulgação/BizCapital)
Por Carolina IngizzaPublicado em 17/06/2020 06:00 | Última atualização em 17/06/2020 16:30Tempo de Leitura: 5 min de leitura

A fintech brasileira BizCapital, de empréstimos online para micro e pequenas empresas, acaba de receber um novo aporte milionário em plena pandemia. A startup recebeu 65 milhões de reais em sua rodada série B, liderada pelo pelo DEG (Deutsche Investitions - und Entwicklungsgesellschaft), braço de investimento internacional do banco de desenvolvimento alemão KfW. O MELI Fund, da varejista online Mercado Livre, também participou da rodada. 

Até então, a fintech havia levantado cerca de 35 milhões de reais em duas rodadas de investimento. Em janeiro de 2018, fundos como Monashees, Chromo Invest e 42K Investimentos aportaram 15 milhões de reais na empresa. No mesmo ano, em setembro, o fundo americano Quona Capital, especializado em startups financeiras de países emergentes, investiu mais 20 milhões de reais. Todos eles acompanharam a rodada atual.

O investimento acontece em um período em que a demanda pelos serviços da BizCapital não para de crescer. Com a pandemia de coronavírus, as pequenas empresas estão buscando mais crédito no mercado. Só em abril, o volume de pedidos subiu quatro vezes, segundo a fintech. As discussões para a rodada, no entanto, começaram bem antes, em outubro do ano passado. 

Em nota, o DEG disse que, nos últimos meses, houve um aumento da relevância da oferta de crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) e da necessidade do uso de plataformas digitais sofisticadas de concessão de crédito. “O modelo de negócios orientado à tecnologia da BizCapital como credor online permite uma maneira inovadora, eficiente e eficaz de fornecer financiamento às PMEs, que são a espinha dorsal da economia brasileira”, afirmou o banco. 

No final de março, antes de concluir o aporte, a BizCapital precisou apresentar projeções de como iria responder à crise causada pelo coronavírus. “O investimento demorou um pouco mais para sair por causa da pandemia, mas a boa notícia foi que o investidor não quis desistir do negócio”, diz Ferreira.

Novos produtos

O capital levantado, de acordo com o sócio-fundador Francisco Ferreira, será utilizado para expandir a oferta de produtos da fintech e para investir nos veículos de financiamento da empresa, que opera por meio de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). Para isso, a equipe deve passar de 63 para 90 funcionários até o final do ano.

“Devemos lançar em breve uma conta digital. Nossa visão é estar cada vez mais próximos dos nossos clientes, com produtos que eles usam todos os dias”, diz Ferreira. No final do ano, segundo o sócio, a meta é ter outros produtos de crédito disponíveis, como linhas de cheque especial e de crédito com garantia. 

A BizCapital planeja também desenvolver um canal de distribuição em parceria com outras empresas. O projeto é oferecer produtos de crédito específicos para uma determinada cadeia de produção. “Uma fabricante de fornos para padaria pode intermediar o financiamento de fornos para seus clientes”, exemplifica Ferreira.

Perspectivas para 2021

Os planos da fintech para 2020 foram desviados de seu caminho por conta da pandemia. Para atender aos clientes, a empresa precisou focar na renegociação dos empréstimos já existentes, oferecendo ajustes e prazos maiores. “A inadimplência subiu com a crise, mas está estável, esperamos ter resultados bons no final do ano, crescendo mais do que era previsto no nosso planejamento inicial”, diz Ferreira. 

Para Ferreira, o aporte é uma afirmação dessa visão de que a BizCapital vai superar a crise. “É nesse momento que as empresas sobrevivem e se destacam”, afirma. Os sócios projetam originar mais de 350 milhões de reais em empréstimos até o final do ano.

Em 2021, a meta é concretizar o objetivo de ser a maior fintech para pequenas e médias empresas do Brasil. “Queremos ser mais presentes no dia a dia, sendo mais relevante na vida financeira das empresas e ajudando-as a prosperar”, diz o sócio-fundador.

História da fintech

 

A BizCapital foi fundada em 2016 pelos empreendedores Cristiano Rocha, Daniel Orlean e Francisco Ferreira. Os sócios se conheceram na faculdade nos anos 1990 e empreenderam juntos na startup de educação Affero Lab, vendida em 2015 para o grupo de mídia alemão Bertelsmann. 

Pensando em novos projetos após a venda da empresa de treinamentos, eles decidiram estudar o mercado de fintechs. “Começamos a pesquisar bastante sobre o tema e olhamos para fora do Brasil. No universo de empréstimo online, especialmente para pequenas empresas, vimos casos de sucesso como a Kabbage, que faz o processo de maneira muito automatizada e leva segundos para aprovar o crédito, e Credibly, que usa bancos de dados alternativos para avaliar as empresas”, contou Ferreira anteriormente à EXAME. 

A BizCapital nasceu, então, com a proposta de reduzir ao máximo o prazo que o micro e pequeno empresário brasileiro leva para conseguir empréstimos empresariais. Enquanto uma grande instituição financeira demora cerca de 30 dias para aprovar o crédito, o sócio afirma que a BizCapital consegue fazê-lo em até cinco dias. A startup atende empresas que faturam até 5 milhões de reais no ano. 

Para pedir um empréstimo, o empreendedor acessa o site e preenche um formulário com as informações mais básicas. O grande diferencial é que a startup é capaz de analisar e ranquear pedidos de crédito em poucos segundos por se integrar a bancos de dados alternativos. São mais de mil fontes de variáveis possíveis e disponíveis online, como perfis em redes sociais.