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Aumenta a imunidade? Venda de mel da Superbom sobe 45% na pandemia

Empresa afirmou que a busca pelo produto, popularmente conhecido por seus efeitos benéficos para a saúde, aumentou desde que a pandemia começou em março

 (Superbom/Divulgação)

(Superbom/Divulgação)

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Carolina Ingizza

19 de agosto de 2020, 16h52

Desde que a pandemia do novo coronavírus começou, a venda de produtos conhecidos por aumentar a imunidade disparou. Em março, a venda de itens como própolis e vitamina D cresceu 835% e 172%, respectivamente. Ao longo dos meses, outro produto queridinho dos brasileiros passou a vender mais: o mel. 

A Superbom, empresa especializada na fabricação de produtos saudáveis, foi uma das que registraram esse aumento. De março até o final de julho, a venda de mel subiu 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

“Tivemos, nos últimos meses, um grande aumento pela procura de produtos benéficos que potencializam o aumento da imunidade, como é o caso de sucos com vitamina C, mas com certeza o crescimento na demanda de méis foi o grande destaque do período”, afirma David Oliveira, diretor de marketing da Superbom.

A sabedoria popular pode não estar errada. Um estudo feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que o mel pode ser melhor para tosse e resfriados do que tratamentos mais tradicionais, como a utilização de antibióticos.  

A estratégia da Superbom na crise

No começo da pandemia, para dar conta da alta demanda vinda dos supermercados, a Superbom aumentou os turnos na fábrica e ampliou seus estoques. Com o passar das semanas, a alta demanda caiu. Ao mesmo tempo, os clientes corporativos, como a rede Giraffas, que compram steaks de frango de origem vegetal, fecharam os salões ao público. A queda forçou a companhia a adotar o programa de redução de salários em 25%.  

Para reverter o cenário ruim, a empresa repensou sua estratégia de vendas no primeiro semestre e decidiu usar descontos específicos para cada categoria. Todo mês, uma seleção de produtos da Superbom chega ao mercado com preços de 10% a 22% menores. A tática deu certo e as vendas no segundo trimestre foram 60% maiores que nos três meses anteriores. Em 2020, a empresa projeta crescimento em torno de 10% a 15%, mas ainda abaixo da meta inicial de 40%. 

No segundo semestre, o plano é dobrar a quantidade de promotores de venda dentro das lojas para reforçar os descontos e apresentar os produtos para mais pessoas. O mercado internacional também passa a ser uma possibilidade com a desvalorização do real. A fabricante abriu parcerias para exportar seus produtos para os Emirados Árabes e conversa com possíveis parceiros na Bélgica e Alemanha. Para 2021, a expectativa é crescer os 40% que eram esperados para este ano.