Após aporte de 5 milhões de euros, espanhola BusUp investe R$ 10 mi em expansão pelo Brasil

O Brasil é o maior mercado de atuação da startup, que usa tecnologia para gerir fretamentos de ônibus para empresas como Grupo BIG, DHL, Dupont

A startup espanhola BusUp anunciou nesta quinta-feira, 11, ter captado uma rodada de investimento série A de 5 milhões de euros liderada pelo fundo mexicano Proeza Ventures e pela americana Autotech Ventures. A empresa, especializada no gerenciamento de ônibus fretados para grandes empresas, vai usar parte do capital para aumentar sua presença no Brasil — o seu maior mercado atualmente.

A startup foi fundada em 2016, em Barcelona, pelos sócios espanhóis Alex Canals, Rui Stoffel e Eva Romagosa e pelo brasileiro Danilo Tamelini. O quarteto percebeu que apesar de haver muita tecnologia para mobilidade urbana, não havia nenhuma empresa olhando para o fretamento de ônibus para empresas e grandes eventos.

Então eles criaram uma plataforma que conecta várias empresas de ônibus e vans com companhias que precisam de veículos para o transporte de seus funcionários. Na Espanha, Brasil, Portugal e Peru já somam mais de 50 clientes, entre eles companhias como Accenture, Siemens, Grupo Big e DHL.

Os contratos incluem um gerenciamento das rotas e custam, em média, de 2 a 2,5 milhões de reais por ano para uma grande companhia. Segundo a empresa, os clientes conseguem reduzir em até 40% os custos com transporte após adotarem sua solução.

Com o aporte de 5 milhões de euros, os planos da BusUp são expandir a atuação nos mercados em que já está, investindo nos times de marketing e vendas, e levar seus serviços para os Estados Unidos e México ainda em 2021. Só no Brasil, serão investidos 10 milhões de reais. Hoje, a companhia tem 16 funcionários no país e projeta terminar o ano com 35.

A empresa, que não divulga seu faturamento, projeta um crescimento de cinco vezes ao longo deste ano, repetindo o patamar alcançado no ano passado. De acordo com Tamelini, a companhia não foi afetada negativamente pela pandemia. Como seus clientes são, na maioria, indústrias e centros de distribuição, continuaram a usar o serviço. Além disso, muitas empresas que não usavam transporte privado precisaram buscar alternativas para evitar que seus funcionários precisassem se aglomerar no transporte público.

O desafio, segundo Tamelini, é acompanhar a evolução do mercado e a reabertura dos escritórios. A empresa aposta que existe um mercado reprimido em regiões comerciais e quer se posicionar para atender as empresas conforme elas forem adotando modelos de trabalho híbrido. “Queremos duplicar nossa carteira de clientes no Brasil e entrar em pelo menos mais cinco estados”, diz o cofundador.

 

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