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Com Tembici, mobilidade surge como destaque para investimentos em startups

Em relatório sobre investimento de risco no país, aporte de R$ 420 milhões da Tembici leva categoria de volta aos holofotes

No que depender do mercado de investimento de risco, o chamado venture capital, as bicicletas elétricas estão de volta com tudo. A razão para isso está no aporte de 420 milhões de reais recebido pela Tembici, startup responsável pela bikes elétricas do Itaú, em uma rodada série C que envolveu os fundos Crescera Capital, Pipo, Endeavor Catalyst, IFC, Valor, Redpoint e Igah.

Com o novo cheque, a Tembici leva o setor de mobilidade de volta aos holofotes entre os segmentos de maior destaque quando o assunto são investimentos recebidos por startups brasileiras. O setor acumula 336,4 milhões de dólares, captados entre janeiro e setembro deste ano. A afirmação está no relatório Inside Venture Capital, do hub de inovação aberta Distrito, divulgado nesta segunda-feira, 4.

Ao lado das empresas de mobilidade, as fintechs, de finanças; healthtechs, de saúde; edtechs, de educação e real estate, do mercado imobiliário, também compõem o ranking dos cinco setores mais aquecidos em 2021.

Juntas, as pequenas empresas de base tecnológica no Brasil captaram 344 milhões de dólares em investimentos, distribuídos em 45 rodadas de captação ao longo do mês de setembro. O volume é bem inferior ao movimento por essas empresas no último mês, quando, juntas, captaram 772 milhões de dólares. No consolidado do ano, o total recebido por startups brasileiras já se aproxima dos 7 bilhões de dólares, em 558 rodadas nos últimos nove meses.

No comparativo anual, a queda também é expressiva. Em setembro de 2020, as startups brasileiras receberam 848 milhões de dólares em investimentos. Grande parte desse total é resultado de rodadas fora da curva, como foram os casos dos investimentos recebidos pelas startups Neon, VTEX e Unico e que totalizaram 625 milhões de dólares.

As reduções, porém, não são negativas e as projeções recordistas de investimentos devem ser mantidas para 2021, segundo Tiago Ávila, líder de dados no Distrito, que também chama a atenção para os maiores cheques em todos os estágios de investimentos, do pré-seed ao private equity, nos últimos anos. “Essa é uma amostra da maturidade que o mercado de venture capital tem ganhado como um todo nos últimos anos. Entre 2007 e 2011 nem quer tínhamos registro de rodadas série D em diante. Hoje, essa realidade já mudou”, diz.

Principais aportes de setembro

Além da Tembici, o relatório destacou a extensão da rodada série D da startup Liv Up, de refeições congeladas. A rodada, que foi liderada pelo fundo Globo Ventures, teve valor de 50 milhões de dólares e vem para ajudar a empresa a expandir o cardápio de refeições saudáveis.

Também foram mencionadas as rodada da série B da Merama (225 milhões de dólares), com a participação de grandes investidores como SoftBank e Advent e a série B da Pier (20,4 milhões de dólares), de seguros digitais.

Liderança invicta

Mais uma vez, as fintech lideram como as startups com maior volume de investimentos recebidos e número de rodadas de captação. De janeiro a setembro, foram 2,8 bilhões de dólares e 124 rodadas.
Em segundo lugar entre os setores com maior volume recebido está o setor imobiliário, com pouco mais de 1 bilhão de dólares captados.

Pela primeira vez, o relatório mensal também traz uma análise dos setores mais aquecidos em um cenário de comparação anual. Segundo a pesquisa, os cinco setores mais investidos permanecem os mesmos há pelo menos 14 anos. São eles: fintech, retailtech, healthtec, martech e edtech.

Fusões e aquisições

Durante o mês de agosto, foram feitas 19 novas operações de fusões e aquisições (M&A), sete a menos do que em julho, totalizando 178 operações até o momento. O volume de operações concluídas nos primeiros nove meses do ano, porém, é 69% superior ao mesmo período do ano passado.

A projeção do Distrito é que o mercado de fusões e aquisições seja impulsionado pelo ritmo recorde do investimento de risco em 2021 e que o total de M&As chegue a 210 até o final do ano. Em um cenário ainda mais positivo, esse número deve chegar a 250.

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