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50 startups: Mottu cresce alugando motos para os entregadores de aplicativo

O timing foi certeiro: a primeira moto alugada pela startup, no fim de janeiro, aconteceu um mês antes de o Brasil entrar em quarentena. Desde então, o delivery explodiu

Esta reportagem faz parte da série "50 startups que mudam o Brasil", publicada na EXAME. Conheça as demais empresas selecionadas.

Entre outras coisas, 2020 foi o ano do delivery. As vendas no e-commerce brasileiro mais que dobraram, e os pedidos em plataformas de entregas como iFood, Rappi e Uber Eats avançaram na mesma proporção.

É para fazer esse ecossistema girar que nasceu a Mottu, startup de aluguel de motos. O foco está nos entregadores de aplicativos que não possuem moto para trabalhar e que têm maior dificuldade de acesso a crédito para financiar o equipamento.

O timing foi certeiro: a primeira locação, no fim de janeiro, aconteceu um mês antes de o Brasil entrar em quarentena. Desde então, a Mottu foi de seis a 80 funcionários, chegou a 1.200 aluguéis de motos e 100.000 downloads em seu aplicativo. A operação, por ora, é somente na cidade de São Paulo.

“Há muita gente querendo trabalhar com entregas, mas sem condições de comprar moto”, diz o fundador, Rubens Zanelatto. "Quem se propõe a pedalar 50, 100 quilômetros por dia para fazer entregas não mora na Faria Lima, mora muito longe do centro, e são os profissionais que mais precisariam do equipamento."

Zanelatto, fundador da Mottu: startup é aposta de gigantes do empresariado no Brasil, como Elie Horn e José Galló

Zanelatto, fundador da Mottu: startup é aposta de gigantes do empresariado no Brasil, como Elie Horn e José Galló (Germano Lüders/Exame)

Apesar de muito jovem, a startup recebeu investimento de nomes que fizeram reputação em negócios bem-sucedidos, como Ariel Lambrecht (99), Elie Horn (Cyrela) e José Galló (Renner). Em agosto passado, a empresa anunciou um aporte de 2 milhões de dólares.

Zanelatto conta que a Mottu funciona desde a fundação em um antigo estacionamento abandonado no centro de São Paulo, sem luxos -- o objetivo é não perder de vista sua cultura de "startup raiz", segundo o fundador.

O aluguel das motos na Mottu começa em 25 reais por dia (e um calção inicial de 500 reais), em planos semanais ou anuais. Em um dos planos mais longos, o entregador pode ficar com a moto no final, quase como uma espécie de financiamento. Em troca, há assistência 24 horas, seguro e outras conveniências. 

A opção (ou necessidade) de alugar em vez de comprar já acontece no quintal ao lado, onde as locadoras de carros não nasceram com o objetivo de alugar para os motoristas de apps, mas hoje têm neles uma clientela valiosa. Cerca de 200.000 carros de locadoras, 20% da frota, estavam alugados para motoristas de aplicativos como Uber e 99 mesmo antes da pandemia, segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. 

Num cenário de cada vez menos apetite pela aquisição de carros e motos, e na esteira da proliferação de apps de mobilidade — e do interesse dos jovens por eles —, demanda para a Mottu não deve faltar.

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