6 dicas para casais que querem abrir um negócio

Entrar em uma sociedade com o parceiro exige regras para proteger o relacionamento e a empresa

São Paulo – Casados há 14 anos, Raul e Cristiane Bonan resolveram investir em uma sociedade para abrir uma franquia da Megamatte há 3 anos. Segundo ela, o resultado não poderia ser melhor. “Para mim, é a melhor sociedade que existe, a partir do momento que os dois têm os mesmos interesses, confiança e um relacionamento sólido”, conta Cristiane.

Para o especialista em empresas familiares, Domingos Ricca, da DS Consultoria, estabelecer regras é fundamental para o bom andamento da empresa e do casamento. “Os familiares precisam se tratar como profissionais dentro da empresa”, explica.

Christiano e Karla Contreiras, casados há 20 anos e sócios há 3, também estabeleceram regras e dividiram as tarefas para gerir a clínica de estética Club Corpus juntos. “A relação de casal já é uma sociedade que tem que ser administrada e ter um objetivo comum para fazer dar certo.”, diz Christiano.

Confira a seguir outras dicas para conciliar casamento e empresa e ter um bom relacionamento nas duas áreas.

1. Divida funções por afinidade

A primeira decisão a ser tomada quando o casal deixa o emprego para tocar um negócio é como as tarefas serão divididas. “O primeiro passo é conhecer bem o negócio e a função de cada um”, ensina Ricca. Contreiras conta que, no começo, a falta de definição das funções causava muitos problemas. “No começo, um queria dar palpites no trabalho do outro e isso gerava conflitos até fora da clínica”, diz.

Para o consultor, quando as funções não estão bem estabelecidas, os sócios correm o risco de dar ordens distintas a um mesmo funcionário. “Isso provoca desgastes com os colaboradores”, explica Ricca.

2. Organize as tarefas domésticas

Não é só dentro da operação da empresa que as tarefas devem ser divididas. “A vida familiar com os negócios é difícil, por isso, a gente divide as coisas fora do trabalho e um acaba salvando o outro quando precisa”, conta Contreiras. Tarefas como buscar as crianças na escola e sair com os amigos podem ser colocadas dentro de uma programação para que nem a empresa nem a vida pessoal sejam deixadas de lado.


3. Não leve trabalho para casa

Nem a casa para o trabalho. O sucesso do negócio está diretamente relacionado com a separação dos problemas pessoais e profissionais. “A regra é nunca discutir qualquer coisa da empresa em casa”, ensina Ricca. Na prática, pode ser bem mais complicado. “O mais difícil é não falar de trabalho dentro de casa e conciliar os conflitos já que estamos juntos o tempo inteiro”, diz Cristina. Para Contreiras, só vale falar em casa sobre coisas positivas que aconteceram no trabalho.

4. Não misture negócios e família

Quase toda pequena empresa passa pela tentação de colocar parentes como funcionários. “O problema não é colocar um parente para trabalhar na empresa, é tirar o parente da empresa”, brinca Ricca. Definir claramente as funções e a remuneração de familiares é fundamental para saber quando ele não está entregando o que era esperado. “Os familiares precisam se tratar como profissionais dentro da empresa”, reforça. O consultor ressalta que os casais não devem discutir na empresa a lista do supermercado e muito menos misturar as contas.

5. Prepare a empresa para o futuro

Planejar o processo de sucessão é um passo fundamental para garantir o futuro do negócio. “Os casais mais velhos, em que só o marido cuida da empresa, costumam ter um problema quando querem passar o negócio para frente”, opina o consultor. Inserir os filhos no negócio ou optar por uma gestão profissional ajuda a mantê-lo saudável mesmo depois da aposentadoria dos sócios.

6. E a separação?

O mesmo vale para separações. “A empresa pode acabar por causa de brigas familiares. É preciso ter um acordo entre os sócios”, indica Ricca, da DS Consultoria. Um contrato deve especificar como agir no caso do fim do casamento. Normalmente, na hora da separação, o emocional prevalece e faz com que os sócios esqueçam que o negócio vai além do casamento. Quando não há um acordo, a empresa costuma ser vendida ou fechar as portas, segundo o especialista.

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