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Especialista: open banking cria corrida por melhor experiência ao cliente

Debate promovido pelo Future of Money reúne especialistas em discussão sobre a "revolução financeira" que será iniciado junto com o início do open banking

 (anyaberkut/Getty Images)

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Gabriel Rubinsteinn

11 de novembro de 2020, 17h36

O sexto painel do Future of Moneyevento online da EXAME que reúne especialistas para discutir o futuro do dinheiro —, realizado na noite da última quinta-feira (29), teve como tema central o open banking. E os convidados para a discussão foram unânimes: uma "revolução financeira" está a caminho.

Open banking é o sistema de compartilhamento de dados financeiros e bancários dos usuários, que podem levá-lo para as instituições que quiserem em busca de melhores condições de produtos e serviços, isto é, possibilita a conexão de diferentes produtos e serviços, de diferentes instituições, para o mesmo usuário.

"O open banking cria uma verdadeira corrida, por parte das instituições financeiras, para descobrir quem entrega a melhor experiência para os consumidores", explica Rogério Karp, do BTG Pactual Digital.

No Brasil, o Banco Central realizou uma série de consultas públicas sobre o assunto, estabeleceu as regras e regulamentação do sistema, e anunciou o início das operações do open banking para 30 de novembro. A regulação prevê a adoção de uma linguagem universal para os dados que reduza custos e facilite a troca de informações entre bancos, fintechs e outras empresas.

"Open banking é a criação de uma camada de tecnologia que permite que você tenha acesso a dados ou serviços financeiros através de um canal que não é necessariamente aquele da sua instituição financeira. A ideia, essencialmente, é que você consiga acessar suas informações, ou até mesmo os seus serviços financeiros, a partir de qualquer plataforma", explicou Mariana Cunha e Melo, diretora de Políticas Públicas e Estratégia na Quanto.

Como vai possibilitar que os usuários tenham acesso simplificado a muito mais instituições, produtos e serviços, sem que tenham obrigatoriamente que possuir conta em uma instituição específica, o open banking deve promover enorme concorrência entre empresas do setor e uma verdadeira corrida, por parte das empresas, para atrair e fidelizar consumidores.

"O grande desafio para a instituições é escolher que tipo de postura querem adotar. Se querem ser um agregador de produtos e serviços de terceiros, ou se querem ter seus produtos e serviços agregados. Se querem ser simplesmente um provedor de serviços para as fintechs se contectarem e entregarem a experiência para o usuário, ou se querem de fato ser donos da experiência com o usuário", disse Rogério.

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Cooperação entre instituições concorrentes

"O open banking é uma revolução de distriuição. Uma forma dos players encontrarem novas formas inclusive de captar novos clientes. Primeiro você tem essa cisão da competição, em que de um lado você tem a interface, a plataforma onde o consumidor está interagindo, o aplicativo que ele está usando; de outro, os serviços que você tem tem por trás dele", disse Mariana.

Essa possibilidade de integração de produtos e serviços bancários e financeiros de diferentes empresas em uma única plataforma — escolhida pelos próprios consumidores — também cria uma cenário curioso, de cooperação entre competidores.

Isso porque empresas concorrentes poderão integrar serviços umas das outras, oferecendo mais aos seus clientes, de forma que todos saem ganhando. Seria como, por exemplo, uma empresa de pagamentos oferecer aos seus clientes uma linha de crédito de um banco concorrente, o que é bom para o consumidor, que passa a ter maior oferta de produtos e serviços, e para as duas instituições: a primeira fidelizar o cliente, que não precisará buscar outra instituição para obter o produto desejado, e a segunda vende seu produto mesmo sem ter aquele consumidor específico em sua base de clientes.

"Existe muito espaço para cooperação entre concorrentes no open banking. Serviços financeiros de nicho podem se beneficiar desta capacidade de acesso dos serviços financeiros de outras plataformas. Você consegue ter conta numa instituição e pegar um empréstimo de outra. Isso cria uma dimensão complementar que é a de reorganização desses serviços numa interface que faça sentido para os clientes", completou Mariana.

Para saber mais sobre o open banking e como este sistema deve impactar na vida de todos os brasileiros, assista à íntegra do debate promovido pelo Future of Money no player abaixo — e, para conferir a agenda do evento e todos os paineis de discussão sobre o futuro do dinheiro que ainda estão por vir, clique aqui.

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