Vamos tem lucro recorde de R$ 49 mi no trimestre e multiplica investimento

Logística foi um dos serviços mais essenciais da pandemia

A Vamos, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos que nasceu dentro do grupo Júlio Simões Logística (JSL), teve um terceiro trimestre de forte crescimento, a exemplo do que vem ocorrendo com diversas outras companhias que anunciaram seus números nas duas últimas semanas. Passados mais de oito meses desde o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, não restam dúvidas de que logística e telecomunicações foram os serviços essenciais da pandemia.

A companhia teve um lucro líquido recorde entre julho e setembro, de 49,1 milhões de reais, após uma expansão de 28% na comparação anual. A receita líquida total cresceu 48% e alcançou 464,5 milhões de reais. O custo, porém, subiu mais: quase 54%. Por causa disso, apesar de o Ebitda ter avançado 28%, para 170 milhões de reais, a margem caiu de 51% para 41%.

No acumulado de janeiro a setembro, a receita líquida tem aumento de 22,6%, para 1,1 bilhão, o Ebitda subiu 18,5%, para 461,5 milhões, e o lucro líquido totalizou 125 milhões, após alta de 16,5%.

A empresa também quer contar que o futuro parece promissor e informou que sua carteira de serviços contratados, indicando a receita futura, estava em 2,9 bilhões ao fim de setembro, o que representa um crescimento maior que 34% em relação à dezembro.

A Vamos está na lista de pretendentes ao pregão da B3. Já tentou IPO no ano passado, em abril, quando quase fechou a operação. Neste ano, voltou para fila e chegou a publicar o aviso de início da oferta, mas poucos dias antes do lockdown ser decretado em São Paulo, ou seja, não a operação não saiu. No centro da faixa de preços do intervalo pretendido, que ia de 15,00 reais por ação a 20,20 reais, a oferta somaria quase 1 bilhão de reais.

O IPO ajudaria nos planos de expansão da Vamos, que até agora já contratou investimentos de 1 bilhão de reais neste ano — 60% mais que em 2019. Somente no terceiro trimestre, foram 324 milhões de reais — 3,4 vezes mais na comparação ano contra ano. Em agosto, a companhia chamou atenção ao fazer o maior pedido já recebido pela Volkswagen Caminhões de um único comprador: nada menos do que 1.350 unidades, de 20 modelos diferentes. O grupo alemão terá de reativer a produção em Resende para dar conta da encomenda. A estratégia da empresa é demonstrar as vantagens de uma frota nova. Enquanto o tempo médio de atividade dos dois milhões de caminhões em atividade no país é de 20 anos, a frota da empresa tem 2,5 anos de uso, na média.

A Vamos terminou o terceiro trimestre com 2,33 bilhões de reais em dívida bruta, para 430 milhões de reais em caixa —o que equivale a uma relação entre dívida líquida e Ebitda de 3,17 vezes. A companhia ficava antes abaixo da JSL, mas após uma reorganização societária do grupo, é controlada atualmente pela Simpar.

 

 

 

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