Negócios

Trabalhadores recusam oferta de indenização feita pela Ford

A empresa propôs o pagamento de 1,1 salário por ano trabalhado ao pessoal da produção e 0,7 para os administrativos

Ford: o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté afirmou que a entidade continuará tentando reverter a decisão da Ford de deixar de produzir carros no País (Carla Carniel/Reuters)

Ford: o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté afirmou que a entidade continuará tentando reverter a decisão da Ford de deixar de produzir carros no País (Carla Carniel/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de fevereiro de 2021 às 07h48.

Última atualização em 4 de fevereiro de 2021 às 07h49.

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Em assembleia realizada ontem, funcionários da fábrica de motores da Ford em Taubaté (SP) rejeitaram proposta de indenização pelo fechamento da unidade. A empresa propôs o pagamento de 1,1 salário por ano trabalhado ao pessoal da produção e 0,7 para os administrativos. Para os trabalhadores da unidade de Camaçari (BA) não foi feita proposta até agora.

O dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Sinvaldo Cruz, afirmou que a entidade continuará tentando reverter a decisão da Ford de deixar de produzir carros no País.

Segundo ele, pela média salarial dos empregados, o valor oferecido seria quase o mesmo que receberiam se continuassem trabalhando até dezembro, período em que venceria o acordo de manutenção de empregos feito antes do anúncio de fechamento.

"Essa proposta é um desrespeito, é dizer que está pouco se lixando para a dor dos trabalhadores", disse Cruz. A unidade emprega 830 pessoas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim, disse que os encontros com diretores da montadora não estão evoluindo. "As negociações estão muito complicadas."

A Ford afirmou que está "em processo de negociação com o sindicato e não temos nada a anunciar neste momento". O grupo anunciou em janeiro o fechamento de suas três fábricas - a Troller, de Horizonte (CE) permanece aberta até o fim do ano. Ao todo serão 5 mil demissões.

Toyota

O presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, disse que o grupo finaliza este ano o ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão na fábrica de Sorocaba (SP) para a chegada de um veículo desenvolvido para consumidores brasileiros e latino-americanos. Afirmou, contudo, que "uma agenda de competitividade se faz mais do que necessária neste momento, pois, em curto e médio prazos, possibilitará atrair novos investimentos, gerar mais empregos e renda".

Destacou ainda que recentemente viu empresas do setor deixarem de produzir no País, e reafirmou o compromisso da marca, mas disse ser necessário ter condições, inclusive tributárias, mais equilibradas e justas. "Ainda enfrentamos incertezas quanto ao futuro e a lucratividade, o que dificulta a capacidade de investir. Estamos abertos ao diálogo, prontos para compartilhar valor e soluções em conjunto em todas as esferas."

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