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Sete Brasil, parceira da Petrobras, luta para não afundar

Com a Operação Lava Jato e a consequente crise na Petrobras, a Sete Brasil passou a ter dificuldade em obter financiamento de longo prazo

São Paulo - A Sete Brasil, empresa de sondas de águas ultraprofundas e parceira da Petrobras, luta para não afundar.

Com a Operação Lava Jato e a consequente crise na estatal, a Sete Brasil passou a ter dificuldade em obter financiamento de longo prazo.

Também não consegue pagar seus credores, tem atrasado pagamentos e enfrenta rebaixamento de rating.

Sem dinheiro para pagar os estaleiros contratados,  a quem devia US$ 800 milhões até fevereiro, a companhia corre para atender as exigências dos bancos credores

A empresa é uma das que vem sendo prejudicada pela crise que acontece hoje na Petrobras. 

Criada em 2010 para produzir sondas para a estatal posteriormente explorar pré-sal, a Sete Brasil havia feito um pedido de 28 sondas de perfuração ultraprofunda.

Agora, com o pedido e plano de investimento revisto, em decorrência da citação da empresa em um suposto esquema de lavagem de dinheiro dentro da Petrobras, o número de sondas pode cair para 15 unidades.

Mal na praça

Por conta dos atrasos nos pagamentos, em menos de um mês a nota da empresa foi rebaixada três vezes pelo Standards and Poors, de BR A – para “calote seletivo”, ou “SD”.

Para salvar a empresa, os sócios da Sete Brasil precisarão fazer um aporte de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão.

Também está sendo negociada uma prorrogação de 90 dias dos empréstimos-ponte de US$ 3,8 bilhões feito por seis bancos.

Em setembro de 2014, o blog Primeiro Lugar, de EXAME, havia divulgado que os bancos Bradesco, BTG Pactual, Santander — acionistas da companhia — e Goldman Sachs se preparavam para captar 1 bilhão de reais com grandes investidores.

O Fundo de Investimentos em Participações Sondas (FIP- Sondas), controlado pela Petrobras, Petros, Funcef, Valia, Santander, Fundo Strong, BTG Pactual, entre outros, detém 95% da empresa. Os outros 5% são detidos pela Petrobras.

Financiamento bloqueado

O cenário atual é bem distante do traçado quando a empresa foi criada. Há cinco anos, a empresa parecia livre de riscos.

Na época, a companhia previa investir mais de US$ 25 bilhões para construir 28 plataformas de perfuração ultraprofunda que seriam alugadas à Petrobras.

Nove sondas, do pedido total de 28, seriam entregues entre 2015 e 2016. Elas estão sendo construídas em cinco estaleiros brasileiros.

Em 2010, ela conseguiu um financiamento de R$ 10 bilhões do BNDES. O primeiro repasse de verba deveria ter saído em agosto de 2013, o que não ocorreu. Inicialmente, o obstáculo era a burocracia do banco.

Para contornar o atraso, em setembro daquele ano, um grupo de bancos emprestou US$ 3,6 bilhões (R$ 12 bilhões) à companhia. Entre eles, estão o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Bradesco, Itaú e Standard Chatered. 

Mencionada na Operação Lava Jato, no ano passado, outro entrave bloqueou o financiamento do BNDES, que decidiu não assumir mais os riscos dos empréstimos.

Pagamento adiantado

Os empréstimos dos bancos já venceram, mas a Sete Brasil segue sem condições de pagá-los. 

Na semana passada, um dos seus credores internacionais entrou com pedido de resgate de garantias de um empréstimo. O Standard Chatered Bank, que faz parte de um grupo de bancos que concederam R$ 2,6 bilhões à Sete, pediu a execução de garantias do empréstimo, ou seja, pagamento antecipado.

O banco encaminhou solicitação de pagamento dos seus empréstimos ao Fundo Garantidor da Construção Naval (FGCN), gerido pela Caixa, que tem 30 dias para analisar a questão.

Em comunicado, a empresa destacou que "acredita que encontrará solução para o recebimento de financiamento de longo prazo – etapa prevista desde a concepção do projeto – atendendo a todas partes e, assim, revertendo a decisão do banco".

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