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Sem paredão: Ademicon amplia investimento no BBB 26 para aproximar o consórcio do brasileiro

Para este ano, a companhia quase dobrou o patrocínio com a cota 'TOP Confronto'. Veja qual foi o valor e como essa aposta pretende derrubar a principal barreira do negócio

Tatiana Schuchovsky, CEO da Ademicon: ‘O Big Brother Brasil é uma ferramenta estratégica para destravar o nosso mercado’  (Ademicon/Divulgação)

Tatiana Schuchovsky, CEO da Ademicon: ‘O Big Brother Brasil é uma ferramenta estratégica para destravar o nosso mercado’ (Ademicon/Divulgação)

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 19h40.

Última atualização em 13 de janeiro de 2026 às 10h26.

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“Hoje, apenas 3,5% da população brasileira economicamente ativa utiliza consórcios. Temos muito espaço para crescer no Brasil”, diz Tatiana Schuchovsky, CEO da Ademicon.

Para derrubar esse “paredão” — que, segundo a presidente, tem como principal causa a falta de conhecimento do brasileiro sobre o negócio — a Ademicon vai patrocinar pelo quinto ano consecutivo o Big Brother Brasil, afirmou a executiva durante o podcast De Frente com CEO, da EXAME.

Depois de participar da edição de 2025 com a cota Brother, avaliada em R$ 24,5 milhões, a empresa brasileira de consórcios avançou para a cota TOP Confronto neste ano, com investimento de R$ 51,2 milhões.

A estratégia reforça o BBB como um dos pilares de marketing da companhia para ganhar escala, visibilidade nacional e, sobretudo, educar o consumidor sobre um produto ainda pouco compreendido no país.

“Nosso grande desafio é explicar o consórcio para o brasileiro e mostrar que ele serve para ele”, afirma Schuchovsky. 

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Ganho de recall e visibilidade nacional

O retorno do investimento é medido principalmente por indicadores de branding. Segundo estudo anual realizado pela companhia, o recall da Ademicon entre as classes ABC avançou de 27% em abril de 2024 para 30% em março/abril de 2025, sinalizando um ganho consistente de lembrança de marca após a presença no programa.

“O BBB virou um espaço em que conseguimos contar histórias, explicar conceitos e alcançar públicos que ainda não estão no radar do consórcio”.

Esse avanço acompanha a expansão da operação. Atualmente, a empresa conta com cerca de 300 lojas espalhadas pelo país e uma rede de aproximadamente 10 mil consultores, sustentada por um modelo de licenciamento de marca que transforma representantes em empresários locais.

“O consórcio não é uma compra por impulso. Ele exige entendimento, planejamento e confiança”, diz Schuchovsky que afirma que a atenção dos consultores faz muita diferença na adesão do cliente e crescimento do negócio.

Além do reality, a Ademicon investe em patrocínios esportivos, ativações regionais e presença em feiras setoriais — com destaque para o agronegócio, que já representa 17% do volume de negócios da empresa.

Consórcio como tese de longo prazo

A aposta no BBB também está alinhada à visão de longo prazo da companhia. Em um cenário de juros elevados, o consórcio tem ganhado espaço como alternativa de crédito mais previsível e de menor custo.

“Enquanto o brasileiro precisar de crédito, o consórcio vai continuar crescendo”, afirma a CEO.

A expectativa da Ademicon é ultrapassar R$ 60 bilhões em vendas em 2026, impulsionada pela expansão da rede, diversificação do portfólio e maior penetração do produto no mercado brasileiro.

“O BBB não é apenas visibilidade. É uma ferramenta estratégica para destravar um mercado que ainda tem muito espaço para crescer”, conclui Tatiana.

Veja abaixo a entrevista completa com Tatiana Schuchovsky, CEO da Ademicon, no podcast “De frente com CEO”

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