Negócios
Acompanhe:

Sem inverno: relembre os 5 maiores aportes em startups brasileiras em 2022

Mesmo com escassez do venture capital, empresas como Creditas, Evino e Neon captaram valores milionários em 2022; relembre os maiores aportes

Sergio Furio, da Creditas: captação de US$ 260 milhões em 2022 (Creditas/Divulgação)

Sergio Furio, da Creditas: captação de US$ 260 milhões em 2022 (Creditas/Divulgação)

M
Maria Clara Dias

31 de dezembro de 2022, 09h00

Apesar da menor liquidez e certa aversão ao risco por parte de investidores em todo o mundo, o mercado de venture capital, o de investimento de risco em startups, ainda se manteve aquecido em 2022. Mesmo em baixa comparado aos recordes acumulados em 2021, os investimentos em startups brasileiras continuam em boa fase.

A conclusão é de um levantamento feito pela plataforma de inovação aberta Distrito, que indica que entre janeiro e novembro deste ano, os recursos investidos no segmento chegaram a US$ 4,48 bilhões, volume que perde apenas para 2021, quando os VCs investiram US$ 9,8 bilhões nas pequenas tecnológicas ao longo dos 12 meses. Este também foi o segundo melhor ano para captações desde 2013.

Assine a EMPREENDA e receba, gratuitamente, uma série de conteúdos que vão te ajudar a impulsionar o seu negócio.

Segundo Gustavo Gierun, CEO e cofundador do Distrito, o setor permenece resiliente. "Os investidores continuam em busca de boas histórias de inovação e tecnologia que podem transformar a economia e a sociedade. O Brasil continuará sendo um cenário perfeito para as startups - problemas complexos em mercados gigantescos dentro de uma sociedade relativamente bem digitalizada”, diz. “Olhando uma curva de 5 anos e, excluindo 2021, que foi um ano fora da curva em termos de volume de investimentos, venture capital continua crescendo no Brasil. Tecnologia seguirá como um pilar de geração de produtividade e valor para nossa economia.”

Mesmo com a retração, algumas empresas conseguiram fugir à regra atraindo investimentos milionários e rodadas consecutivas. Entre elas, empresas como Evino, Órigo Energia e Neon - esta última tendo, inclusive, tornado-se um unicórnio no ano. Relembre, abaixo, as maiores captações do ano:

Os maiores aportes em startups em 2022

1. Neon - US$ 300 milhões

O banco digital Neon foi o primeiro a anunciar o recebimento de um grande aporte em 2022. Em fevereiro, a empresa captou R$ 1,6 bilhão com o banco espanhol BBVA, que ficou com aproximamente 30% da empresa após a série D.

2. Creditas -US$ 260 milhões

Em janeiro de 2022, a fintech Creditas levantou 260 milhões de dólares em rodada Series F liderada pela Fidelity Investments e que também contou com a participação dos fundos Vision e Latin America do SoftBank. Com a rodada, a Creditas foi avaliada em em 4,8 bilhões de dólares (cerca de 26,4 bilhões de reais).

3. Órigo - US$ 134 milhões

A Órigo Energia, dedicada à geração de energia solar compartilhada, recebeu um aporte de R$ 460 milhões em rodada série C, em agosto deste ano. O investimento foi liderado pela gestora americana Augment Infrastructure, agora um dos principais acionistas da companhia ao lado de TPG ART, MOV Investimentos e Mitsui.

4 - Evino - US$ 127 millhões

A série B da Evino, e-commerce de vinhos pertencente ao Grupo Grand Cru, aconteceu em março de 2022. Liderada pela Vinci Partners, a rodada pretendia acelerar os planos de expansão da empresa, já consolidada no digital e que dava seus primeiros passos na omnicanalidade, também ampliando seu modelo de negócio voltado ao varejo físico.

5 - Dock -  US$ 110 milhões

A empresa de meios de pagamento Dock (antiga Conductor) já teve cinco captações ao longo de sua história. A mais recente delas em maio deste ano, com os fundos Lightrock e Silver Lake Waterman, com participação de Riverwood Capital, Viking Global Investors e Sunley House Capital, totalizando US$ 110 milhões.

A Dock atua como um "banking as a service" oferecendo seus serviços de pagamentos, cartões e crédito para outras fintechs e varejistas. Agora capitalizada, a fintech também atinge o status de unicórnio, sendo avaliada em US$ 1,5 bilhão.

LEIA TAMBÉM

Elon Musk, Zuckerberg: veja os bilionários que mais perderam dinheiro em 2022

Heinz mudou o rótulo do ketchup após morte da rainha Elizabeth II; entenda