Rio Tinto abandona dividendos generosos por queda nos lucros

A decisão sobre os dividendos também dá à segunda maior mineradora do mundo flexibilidade para ir atrás de aquisições no futuro

Melbourne/Sydney - A mineradora Rio Tinto cortou sua generosa política de pagamento de dividendos em face às perspectivas ruins da economia global e após registrar um prejuízo líquido em 2015, quando teve o pior resultado recorrente em 11 anos.

A decisão sobre os dividendos também dá à segunda maior mineradora do mundo flexibilidade para ir atrás de aquisições no futuro, disseram analistas, ao mesmo tempo em que o presidente-executivo da empresa, Sam Walsh, reconheceu que sua equipe está de olho em ativos de primeira linha, especialmente em cobre.

"Ajustar o balanço da companhia entre crescimento e retorno aos acionistas é importante para nós", disse Walsh em uma teleconferência com analistas nesta quinta-feira.

A mudança na política de dividendos abre caminho para que a arquirrival BHP Billiton tome medida semelhante ainda este mês, em um momento em que mineradoras estão sob pressão para segurar recursos em caixa e assim fazer frente à pior queda no mercado em quase duas décadas.

"Embora 2015 tenha sido um ano volátil, 2016 caminha para ser ainda mais duro. A perspectiva macro permanece desafiadora", disse Walsh a repórteres.

A mineradora cedeu às pressões de investidores e agências de classificação de risco, abrindo mão de sua política de "dividendos progressivos", sob a qual prometia nunca cortar seus pagamentos aos acionistas ano após ano. A Rio Tinto ainda conseguiu manter o pagamento de dividendos de 2015 estável em 2,15 dólares por ação, embora abaixo das previsões de mercado.

A companhia prometeu pagar pelo menos 1,10 dólar em 2016, como uma transição à nova política, limitando qualquer corte a 49 por cento.

A Rio Tinto registrou prejuízo líquido de 866 milhões de dólares no ano passado, após 1,8 bilhão de dólares em baixas contábeis, principalmente no projeto Simandou, na Guiné. O lucro recorrente caiu 51 por cento para 4,54 bilhões de dólares em 2015, ante 9,31 bilhões no ano anterior, sob efeito dos baixos preços do minério de ferro, do cobre e do alumínio, em linha com as projeções de analistas.

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