Repsol e Petrobras assinam acordos com Bolívia para explorar gás

Empresas serão responsáveis por todos os investimentos necessários e tem até um ano para apresentar resultados
O presidente boliviano, Evo Morales, pediu mais investimentos na prospecção de hidrocarbonetos (Joel Alvarez/Wikimedia Commons)
O presidente boliviano, Evo Morales, pediu mais investimentos na prospecção de hidrocarbonetos (Joel Alvarez/Wikimedia Commons)
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Da RedaçãoPublicado em 02/03/2011 às 17:59.

La Paz - A argentina YPF, filial da espanhola Repsol, e a Petrobras assinaram nesta quarta-feira acordos com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) para a prospecção de hidrocarbonetos em seis áreas do sul do país andino.

Os convênios foram assinados pelo presidente de YPFB, Carlos Villegas, com o presidente da Petrobras Bolívia, Claudio Castejón, e o diretor de Novas Áreas de YPF, Alejandro Jotayán, precisou a estatal boliviana em comunicado.

A argentina YPF trabalhará nas áreas Capiguazuti e rio Salado e Yuchán na região sulina de Tarija, onde a Petrobras avaliará o "potencial de hidrocarbonetos" nas áreas Estaleiro, Sunchal e San Telmo.

As duas empresas assumirão "a totalidade dos investimentos e despesas derivadas da execução dos convênios" e têm de seis a 12 meses para entregar os resultados de seus estudos.

"A chegada de YPF da Argentina e o compromisso da Petrobras de seguir investindo na Bolívia para nós é significativo e importante. Esperamos que as áreas tenham resultados favoráveis nos estudos que realizarão", afirmou o presidente de YPFB.

Por sua vez, Jotayán destacou que o acordo com a Bolívia "é um marco" para YPF, que está voltando a "internacionalizar-se".

O Governo do presidente boliviano, Evo Morales, pediu às autoridades do setor ênfase na prospecção de hidrocarbonetos a fim de resolver principalmente o déficit na produção de combustíveis líquidos, mas também para aumentar as reservas de gás.

Segundo um documento divulgado extraoficialmente, que não foi negado pelo Executivo, as reservas atuais de gás da Bolívia rondam os 8,3 trilhões de pés cúbicos, quase um terço dos 26,7 trilhões que se previam.

O relatório sobre essas reservas foi elaborado pela empresa americano Ryder Scott, à qual o Governo Morales pediu fazer uma revisão de seus números.