Atacadão, do Carrefour: atacarejo do Carrefour fatura R$ 89,9 bilhões (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de Negócios
Publicado em 9 de abril de 2026 às 08h02.
Última atualização em 9 de abril de 2026 às 13h19.
O varejo alimentar brasileiro vive um momento de desaceleração, mas o atacarejo, formato que combina venda no atacado e no varejo em um mesmo espaço, segue na contramão.
O estado é sede fiscal de 9 das 23 maiores redes de atacarejo do Brasil, segundo o ranking ABAAS 2026, elaborado pela NielsenIQ em parceria com a Associação Brasileira de Atacadistas e Supermercadistas, e que usa como referência os dados de faturamento de 2025.
Juntas, essas redes movimentam mais de R$ 220 bilhões por ano.
O ranking ABAAS 2026 é o motivo pelo qual essa lista chega agora. Divulgado em março de 2026, o levantamento reúne pela primeira vez dados consolidados das 23 maiores redes associadas, com faturamento, número de lojas e empregos diretos. O setor como um todo faturou R$ 360 bilhões em 2025, crescimento de 11% sobre 2024, e emprega 431 mil pessoas diretamente.
O cenário, porém, tem sombras. O consumo das famílias brasileiras desacelerou ao longo de 2025, pressionado por juros altos, endividamento e inflação dos serviços. A fatia do orçamento destinada ao abastecimento do lar caiu de 23,2% em 2023 para 21,9% em 2025, enquanto gastos com saúde e dívidas cresceram, segundo a NielsenIQ. O brasileiro está levando menos itens para casa, a redução foi de 8% no volume por ocasião de compra ao longo de 2025.
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