McDonald’s: rede lidera em receita nos Estados Unidos
Repórter de Negócios
Publicado em 21 de maio de 2026 às 13h55.
Última atualização em 22 de maio de 2026 às 12h48.
Chicago, EUA*— O mercado de food service dos Estados Unidos é um dos maiores do mundo. O setor deve movimentar US$ 1,5 trilhão em 2026, com mais de 16 milhões de trabalhadores e um dado que impressiona: 53% de tudo que o americano gasta com alimentação já é consumido fora de casa.
Dentro desse universo, o segmento de serviço rápido (quick service) é o mais relevante em volume. As dez maiores redes respondem sozinhas por 66% de todas as vendas do segmento.
Os dados abaixo são do Technomic 2026 Top 500 Chain Restaurant Report, relatório mais abrangente do setor. Os valores estão em milhões de dólares e se referem a unidades nos Estados Unidos.
Quais são os 10 maior restaurantes dos Estados Unidos
O McDonald’s segue como a maior rede de restaurantes dos Estados Unidos. Com US$ 55 bilhões em vendas somente no mercado americano, a empresa mantém uma vantagem enorme sobre qualquer concorrente. O crescimento de 3% nas vendas e a expansão moderada de lojas (+1,1%) indicam uma operação que cresce com consistência sem precisar abrir centenas de unidades por ano. Eficiência e escala caminham juntas.
A Starbucks é a rede com mais lojas entre as dez maiores — mais até do que o McDonald’s. Com 16.864 unidades nos EUA, a companhia cresceu 2,2% nas vendas, porém, vem acompanhado de uma leve retração no número de lojas (-0,5%).
O caso mais impressionante do ranking. Com apenas 3.287 lojas (menos de um quarto das unidades do McDonald’s), o Chick-fil-A fatura quase metade do que a líder absoluta.
O crescimento simultâneo de vendas (+5,2%) e lojas (+5,7%) em 2025 mostra uma marca em expansão acelerada, com demanda acima da oferta. Fechado aos domingos por princípios religiosos, o Chick-fil-A desafia todas as convenções do setor e continua crescendo.
O maior crescimento de vendas entre as dez maiores redes americanas em 2025. O Taco Bell registrou alta de 6,5% no faturamento, combinado com expansão de 2,4% no número de lojas. A rede, especializada em comida tex-mex acessível, soube capitalizar a busca do consumidor por valor percebido.
Com mais de 10 mil lojas nos EUA e crescimento de 5,1% nas vendas, o Dunkin’ reafirma sua posição como a principal alternativa à Starbucks no mercado de café e bebidas. A marca, que passou por um rebranding nos últimos anos (de Dunkin’ Donuts para Dunkin’), tem apostado em bebidas frias e customizáveis para atrair o público mais jovem.
O Wendy’s é um dos alertas do ranking. Apesar de um leve crescimento no número de lojas (+0,6%), a rede registrou queda de 5,2% nas vendas em 2025 — um recuo expressivo para uma marca do seu tamanho. Em um mercado onde o consumidor está mais seletivo, não basta estar presente, é preciso ter motivo de preferência.
O Burger King cresce marginalmente em vendas (+0,9%), mas fecha lojas (-0,8%). O movimento reflete uma estratégia de consolidação: a rede passa por um processo de renovação de unidades e reposicionamento de marca nos EUA. Ainda é uma das maiores redes do mundo, mas no mercado americano enfrenta pressão crescente de concorrentes mais dinâmicos.
A Domino’s é um caso à parte no ranking: é a única rede focada em delivery e retirada, sem salão de atendimento. O crescimento de 4,8% nas vendas e 2,5% em unidades mostra que o modelo continua robusto e cada vez mais relevante em um cenário onde o consumo fora do estabelecimento cresce.
O Subway é a rede com mais lojas entre todas as dez, mas registra a maior queda de vendas do grupo (-5,7%) e fecha lojas em ritmo acelerado (-3,7%). Ter mais pontos de venda do que qualquer concorrente não impediu uma perda de relevância significativa. O caso Subway é o exemplo mais claro de que escala, por si só, não protege margem nem resultado.
O Popeyes fecha o ranking com um desempenho misto: abre lojas (+1,5%), mas vende levemente menos (-0,5%). A rede, especializada em frango estilo Louisiana, vive da força de um produto popular. O desafio agora é converter audiência em crescimento consistente de vendas por unidade.
* A repórter viajou a convite da Galunion