Procuradoria chilena mantém investigação sobre a OAS

Inquérito busca apurar suposta participação da empresa brasileira no financiamento das campanhas eleitorais em 2009 e em 2013 no país sul-americano

A Procuradoria chilena confirmou nesta segunda-feira que segue investigando a empresa brasileira OAS por suposto financiamento das campanhas eleitorais de Eduardo Frei, em 2009, e de Michelle Bachelet e Marco Enríquez-Ominami, em 2013.

"A investigação está aberta", declarou a repórteres a procuradora para delitos de alta complexidade da Procuradoria de Santiago-Centro, Ximena Chong, consultada após reportagem do jornal La Tercera, que revelou uma série de e-mails entre o gerente da OAS no Chile e o tesoureiro de campanhas políticas da esquerda chilena, Giogio Martelli.

A reportagem afirma que foram encontrados nos computadores apreendidos nos escritórios da OAS em Santiago pelo menos 25 e-mails entre o gerente da empresa, Philippe Padovani, e Martelli, que trabalhou nas campanhas do democrata cristão Eduardo Frei, em 2009, e da socialista Bachelet, em 2013.

Nos e-mails, Martelli indica as formas de fazer doações pelas empresas para campanhas políticas e seus limites máximos de dinheiro no âmbito da legislação anterior que permitia esse tipo de transação, agora proibidas. Há também mensagens sobre negociações para reuniões com ministros do primeiro governo de Bachelet (2006-2010).

"As evidências de (...) financiamento de campanhas pela empresa brasileira parecem graves", comentou a porta-voz do governo de Sebastián Piñera, Cecilia Pérez, nesta segunda-feira.

Mas a procuradora Chong esclareceu que todos os crimes relacionados a possíveis violações da lei eleitoral estariam "prescritos".

Martelli foi condenado há um ano por infracções fiscais depois de receber cerca de US$ 355.000 através de "contratos falsos" entre 2012 e 2013, pela mineradora Soquimich e que foram desviados para a campanha de Bachelet, mas sem que ex-presidente estivesse ciente.

A Procuradoria também investiga a possível relação entre a OAS e o ex-candidato presidencial Marco Enríquez-Ominami, que durante a sua campanha para as eleições presidenciais de 2013 teria usado um avião particular da empresa brasileira para uma viagem dentro do Chile que não foi documentada. Para este caso, Enríquez pode ser indiciado nas próximas semanas pelo crime de fraude fiscal.

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