Procura por voos internacionais cresceu 70% em março — preço também subiu

Segundo dados da Kayak, buscas por destinos no exterior já estão próximas do patamar pré-pandemia. Por outro lado, bilhetes ficaram até 45% mais caros
Florianópolis foi o destino que ficou mais caro em março, logo atrás estão Brasília, São Paulo e Rio (Agency/Getty Images)
Florianópolis foi o destino que ficou mais caro em março, logo atrás estão Brasília, São Paulo e Rio (Agency/Getty Images)
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Luciana Lima

Publicado em 29/03/2022 às 16:46.

Última atualização em 29/03/2022 às 16:59.

Com o avanço da vacinação e a diminuição de restrições, os brasileiros já estão começando a planejar as próximas viagens internacionais. Segundo dados da Kayak, plataforma de comparação de voos, o volume de buscas com destinos fora do Brasil aumentou 70% em março. 

Segundo o índice Tendências de Buscas de Viagens, atualizado diariamente, no dia 5 de março, as pesquisas para destinos estrangeiros estavam 34% abaixo dos níveis pré-pandemia. Em 23 de março, o número subiu para -10%, um aumento de 24% em pontos percentuais. 

Ao mesmo tempo que a procura por destinos no exterior aumentou, o volume de buscas por voos nacionais caiu. De acordo com dados da Kayak, no mesmo período, as buscas por destinos dentro do Brasil diminuíram de 43% para 13%. 

Preços mais caros

Quanto aos preços, praticamente todos os destinos, sejam internacionais, sejam nacionais, mais buscados pelos brasileiros tiveram um aumento na primeira quinzena de março em comparação com fevereiro. Sinal de que a inflação e o aumento no preço da gasolina já começam a ser repassadas para o consumidor final.

No Brasil, os bilhetes para Florianópolis foram os que mais subiram, ficando 45% mais caros. Em seguida estão Brasília (41%), São Paulo (40%) e Rio de Janeiro (40%). Já para o exterior, Porto, em Portugal, foi a cidade em que viajar ficou mais caro, com um aumento de 17%. Logo atrás vem Paris (16%), Londres (15%) e Lisboa (14%). 

“Oferta e procura, baixa ou alta temporada, antecedência de compra, variações cambiais, preço do combustível de aviação, adaptações da malha aérea pelas companhias, entre outros, são pontos que pesam na indústria”, diz Gustavo Vedovato, Country Manager do Kayak no Brasil.