Presidente da Volkswagen defende flexibilizar lay-off

Presidente da companhia no Brasil, Thomas Schmall, estima que 1.200 funcionários devem ser incluídos no lay-off deste ano

São Paulo - A Volkswagen precisaria manter funcionários afastados por um período superior ao que está previsto na legislação brasileira, afirmou Thomas Schmall, presidente da companhia no Brasil.

"O máximo possível no Brasil é de cinco meses, mas isso não vai ser suficiente. Na Alemanha, o lay-off vale por até dois anos. Não sei se precisamos de dois anos, mas de algo entre cinco meses e dois anos precisamos", disse nesta quarta-feira, 15, em congresso do setor automotivo realizado em São Paulo.

Em conversa com jornalistas, o presidente da Volkswagen cobrou do governo uma mudança na legislação, e disse não ver nenhum efeito negativo em permitir um tempo maior de suspensão dos contratos de trabalho.

Com a realidade atual, a opção da empresa será adotar o lay-off no limite de cinco meses, mas o executivo explicou que a companhia possui uma série de ferramentas para contornar essa situação.

Entre as opções, citou o esquema de banco de horas, férias coletivas e transferência de funcionários.

Schmall estima que 1.200 funcionários devem ser incluídos no lay-off deste ano.

O executivo também pediu maior incentivo do governo para a renovação de frotas. Esse diálogo do setor com o governo está sendo mediado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), explicou.

Vendas em queda

Ao comentar as projeções deste ano, o presidente da unidade brasileira da Volkswagen estimou uma queda de 8% a 10% nas vendas de carros e comerciais leves da empresa, superior aos 8% projetados para a indústria automobilística como um todo.

Ele lembrou que a empresa tem sido afetada pela queda nas exportações para a Argentina, que enfrentam retração de 38,5%.

No entanto, Schmall se mostrou otimista para o futuro. O executivo prevê que o mercado de automóveis alcançará a marca de cinco milhões de veículos comercializados no próximo ano e explicou que os fundamentos do Brasil continuam positivos.

O problema no momento é de confiança, em parte por conta do processo eleitoral, explicou.

Questionado sobre o que reivindicaria ao próximo governo, o presidente da Volkswagen do Brasil afirmou que gostaria de uma economia mais aberta.

"Mas precisamos cuidar da nossa casa, o Brasil tem um grande potencial", acrescentou.

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