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Por que esse CEO agradece pelo investimento que quase destruiu sua carreira nos anos 80

Do quase choro do CEO da Blackstone ao prejuízo de bilhões da Amazon, os maiores nomes do capitalismo global revelam que a maturidade empresarial nasce da capacidade de "aguentar surras" e transformar perdas em processos

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de maio de 2026 às 10h54.

No mundo da alta gestão, existe um rito de passagem silencioso: o erro multimilionário. Para Stephen A. Schwarzman, cofundador e CEO da Blackstone, esse momento ocorreu em meados da década de 1980 com a Edgcomb Steel.

O que parecia o fim de uma reputação foi, na verdade, a base para a construção de um patrimônio atual de US$ 47,4 bilhões.

"Cometi um erro e, basicamente, perdemos o valor do nosso investimento inicial", relembrou Schwarzman. O episódio, que o levou ao limite emocional após ser duramente cobrado por um investidor, forçou uma reestruturação completa na Blackstone.

"Os contratempos são terríveis, mas também são ótimos professores", resume o executivo. A partir daquela derrota, a gigante de ativos mudou todos os seus processos de debate e comitês de investimento.

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O custo da inovação: billions in failures

Schwarzman não está sozinho nessa trilha de aprendizado por meio do prejuízo. O ecossistema de tecnologia, em especial, encara o fracasso como um indicador de que a empresa está arriscando o suficiente.

  • Jeff Bezos (Amazon): O fundador da gigante de US$ 4,3 trilhões é enfático ao dizer que já ganhou bilhões de dólares com fracassos. O Fire Phone e diversos sites de leilão mal-sucedidos são exemplos de apostas que não vingaram, mas que mantiveram o músculo da experimentação ativo. "Empresas que não abraçam o fracasso acabam em uma situação desesperadora", afirma Bezos.

  • Sam Altman (OpenAI): Em 2025, o lançamento do GPT-5 enfrentou turbulências severas que forçaram o retorno temporário ao modelo anterior. "Aprendemos uma lição sobre o que significa atualizar um produto para centenas de milhões de pessoas em um único dia", admitiu Altman, reforçando que mesmo na fronteira da IA, o erro é uma variável constante.

Para Brad Smith, ex-CEO da Intuit, um erro de US$ 40 milhões em um modelo de e-commerce quase custou seu cargo — ou assim ele pensava. Ao assumir a falha diante do conselho, recebeu um conselho que moldou sua década de liderança: "Prefiro os erros de entusiasmo à indiferença da sabedoria".

Essa filosofia ecoa a mentalidade do "falhar rápido e aprender" (mantra também adotado por líderes brasileiros como Raphael Bozza, do iFood). O prejuízo financeiro é visto como uma "mensalidade" paga à escola do mercado.

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