Pasta de dente e enxaguante matam coronavírus, diz Colgate

Esses produtos de higiene podem matar o vírus na boca de pessoas já infectadas e reduzir a transmissão para outras pessoas.

Estudos de laboratório mostram que cremes dentais com fórmulas contendo zinco e enxaguantes bucais com cloreto de cetilpiridínio (CPC) neutralizam em até 99,9% o coronavírus, diz a Colgate. Esses produtos de higiene podem matar o vírus na boca de pessoas já infectadas e reduzir a transmissão para outras pessoas.

Os estudos fazem parte de um programa de pesquisa da Colgate-Palmolive que inclui estudos clínicos entre pessoas infectadas, para avaliar a eficácia dos produtos de higiene bucal na redução da quantidade do coronavírus na boca, potencialmente retardando a transmissão do vírus. 

Esses testes são pioneiros em incluir cremes dentais. Os cremes dentais Colgate Total 12® neutralizaram 99,9% do vírus após dois minutos de contato. Os enxaguantes bucais Colgate Total 12®, Colgate Plax® e Colgate PerioGard® tiveram nível de eficácia semelhante após 30 segundos. Os estudos, concluídos em outubro, foram conduzidos em parceria com o Instituto de Pesquisa em Saúde Pública da Universidade de Medicina Rutgers, em Nova Jersey (NJMS) e o Regional Biosafety Laboratories.

Os resultados ainda não foram publicados em revistas científicas e pesquisadores planejam compartilhar os resultados no início de dezembro. Estudos clínicos adicionais patrocinados pela Colgate em cremes dentais e enxaguantes bucais estão em estágios iniciais na Rutgers, no Instituto Albert Einstein e na Universidade da Carolina do Norte, Escola de Odontologia Chapel Hill Adams, com a participação de cerca de 260 pessoas infectadas.

“Estamos nos estágios iniciais de nossas pesquisas clínicas, mas nossos resultados preliminares, laboratoriais e clínicos, são muito promissores”, explica Maria Ryan, diretora clínica da Colgate. “Embora a escovação e o enxágue não sejam um tratamento ou uma forma de proteger totalmente um indivíduo da infecção, podem ajudar a reduzir a transmissão e retardar a disseminação do vírus, complementando o benefício que obtemos com o uso de máscaras, distanciamento social e lavagem frequente das mãos”.

“Levando em consideração que a saliva contém quantidades do vírus comparáveis às encontradas no nariz e na garganta, ao parecer o coronavírus originado na boca contribui para a transmissão da doença, especialmente em pessoas assintomáticas que não possuem quadro de tosse. Isso indica que reduzindo o vírus na boca poderia ajudar a prevenir a transmissão durante o tempo em que os produtos de higiene oral estiverem ativos”, diz  David Alland, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas e diretor do Centro de Enfrentamento da covid-19 e Prontidão para a Pandemia, que liderou o estudo da Rutgers NJMS.

Simultaneamente ao estudo de laboratório, um estudo clínico patrocinado pela Colgate, envolvendo cerca de 50 pacientes hospitalizados com covid-19, foi conduzido no Instituto Albert Einstein em São Paulo, Brasil, que chegou aos mesmos resultados.

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