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Palmeiras se une à Pernambucanas para o lançamento de conta digital

A construção da plataforma demandou investimentos da ordem da R$ 5 milhões

Leila Pereira, do Palmeiras: eu tenho certeza que será uma grande virada em relação ao que queremos para o Palmeiras (LEILA PEREIRA/Reprodução)

Leila Pereira, do Palmeiras: eu tenho certeza que será uma grande virada em relação ao que queremos para o Palmeiras (LEILA PEREIRA/Reprodução)

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Marcos Bonfim

17 de janeiro de 2023, 09h39

Menos de um mês após anunciar o patrocínio ao time de futebol feminino, Palmeiras e Pernambucanas comunicaram nesta segunda, 16, uma nova parceria, o lançamento do Palmeiras Pay, a conta digital do clube palestrino. A instituição está estruturada na Pefisa, fintech e braço financeiro da varejista.

A investida acompanha uma tendência dos clubes de futebol em busca de ampliar as receitas a partir de uma torcida apaixonada. Clubes como o Corinthians e Flamengo já oferecem os serviços em parceria com instituições como BMG e BRB, respectivamente. O São Paulo é outro em vias de apresentar o seu modelo de instituição bancária.

A aposta do Palmeiras e seus parceiros, entre eles também a Elo e o Allianz, é oferecer uma plataforma que conecte todo o ecossistema que faz parte dos ativos do clube, incluindo o programa de sócio-torcedor, o Avanti, e ecommerce do time, o Palmeiras Store.

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Na ferramenta, além dos serviços bancários regulares – cartões de crédito e débito, PIX, pagamentos de contas e ofertas de seguros -, os torcedores terão acesso a soluções como a loja do time, compra de ingressos para jogos e conteúdos noticiosos sobre o clube.

Outro diferencial é a integração do Palmeiras Pay com as lojas físicas da Pernambucanas, que funcionarão tanto como um banco - espaço em que os usuários podem fazer depósitos, saques e a emissão dos cartões - quanto como um centro de distribuição.

Os palmeirenses terão a opção, por exemplo, de adquirir produtos na plataforma e retirar nas lojas físicas da varejista, hoje com mais de 500 unidades.

“Eu tenho certeza que será uma grande virada pensando no que nós queremos para o Palmeiras”, afirma Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Segunda a executiva, a gestão que lidera tem uma rotina diuturna na procura por novas formas de receitas para o clube, uma forma de alavancar os investimentos em novos atletas.

Ao entregar o primeiro cartão simbolicamente a Abel Ferreira, técnico do clube, a presidente fez uma analogia e disse esperar a plataforma financeira represente um momento de transformação tal atual a gestão vitoriosa do profissional português.

Qual o valor investido na plataforma

Na coletiva de imprensa, ela também explicou o porquê de ter recusado a ideia de a Crefisa - empresa da qual é dona e patrocinadora do Palmeiras -, encabeçar o projeto. Em sua concepção, seria um caso de conflito de interesse.

O Palmeiras Pay nasceu dentro de uma plataforma proprietária da Pefisa e foi construído ao longo de quatro meses, acompanhando o processo que levou ao anúncio da Pernambucanas como nova parceira do time feminino do clube. No total, o desenvolvimento da conta digital consumiu investimentos da ordem de R$ 5 milhões, valor desembolsado pela Pefisa.

“A gente põe [o recurso] e tem um estudo de viabilidade. E a gente fica lá discutindo rentabilidade: como é que eu pago royalties para o Palmeiras, consigo remunerar o meu investimento e também consigo dar retorno para o clube, se deus quiser, comprar um monte de jogadores”, afirma Sergio Borriello, CEO da Pernambucanas.

De acordo com o executivo, um projeto com essa estrutura tem um breakeven projetado para um intervalo entre 24 e 36 meses. “Espero que a gente consiga fazer mais rápido”.

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