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Os maiores marketplaces do Brasil somam R$ 421,8 bilhões; veja o ranking

Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza lideram a lista; Temu registra o maior crescimento, com alta de 376% em 2025

E-commerce: plataformas concentram a maior parte das vendas digitais do varejo brasileiro  (Leandro Fonseca/Exame)

E-commerce: plataformas concentram a maior parte das vendas digitais do varejo brasileiro (Leandro Fonseca/Exame)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 13h36.

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Os marketplaces se consolidaram como o principal motor do varejo digital no Brasil. Entre as 300 maiores varejistas do país, 132 já operam plataforma própria ou vendem em pelo menos uma plataforma de terceiros. É o que aponta o levantamento TOP 300 do Varejo Brasileiro, do Instituto Retail Think Tank (IRTT).

"Nota-se o aumento de penetração digital, principalmente no varejo não alimentar, a expansão dos marketplaces e a consolidação do WhatsApp como canal de vendas, com perspectivas de automação com IA", diz Alberto Serrentino, cofundador do IRTT.

O líder é o Mercado Livre, com GMV digital estimado em R$ 185 bilhões em 2025. O volume é maior que o faturamento do Grupo Carrefour Brasil, primeiro colocado no ranking geral de varejo com R$ 123,6 bilhões. A diferença é que as vendas da plataforma vêm de milhares de sellers, e não de uma única empresa. Ao todo, as dez maiores somam R$ 421,8 bilhões em GMV.

A Shopee aparece em segundo, com R$ 70 bilhões estimados. A asiática passou a ditar parte do calendário promocional do varejo brasileiro com suas datas mensais.

O maior crescimento da lista é do Temu, com alta de 376%, para R$ 5,5 bilhões. Em sentido oposto, a Americanas recuou 68%, para R$ 1 bilhão.

Entre as varejistas tradicionais, o destaque é o Grupo Carrefour Brasil, que aparece como o sexto maior marketplace do país, com R$ 16,7 bilhões e crescimento de 43%. Cerca de R$ 1 bilhão desse total vem de vendas de sellers.

O cenário competitivo deve mudar na próxima edição do levantamento. Em 2025, as vendas cross border foram afetadas pela taxação das remessas de baixo valor, e o fim da cobrança em meados de 2026 tende a favorecer as plataformas asiáticas.

Confira o ranking dos dez maiores marketplaces do Brasil

  1. Mercado Livre – R$ 185 bilhões (estimado)
  2. Shopee – R$ 70 bilhões (estimado)
  3. Magazine Luiza – R$ 44,3 bilhões
  4. Amazon – R$ 40 bilhões (estimado)
  5. Grupo Casas Bahia – R$ 18,7 bilhões
  6. Shein – R$ 17 bilhões (estimado)
  7. Grupo Carrefour Brasil – R$ 16,7 bilhões
  8. AliExpress – R$ 13,2 bilhões
  9. RD Saúde – R$ 11,3 bilhões
  10. Temu – R$ 5,5 bilhões
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