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O negócio paralelo desta mãe transformou um problema grave em US$ 400 mil no primeiro mês

Com investimento próprio e rodada de US$ 5 milhões, marca de snack cresce 10 vezes ao mês

 (Reprodução/LinkedIn)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13h49.

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Após descobrir que o filho era alérgico a milho e a mais de 1.800 de seus derivados, a executiva Jessica Davidoff transformou uma necessidade doméstica em um negócio que faturou quase US$ 400 mil no primeiro mês completo de vendas.

Fundadora da Cob, marca de snacks à base de sorgo e sem milho, ela estruturou a operação com investimento próprio, validação de mercado e captação de US$ 5 milhões antes do lançamento oficial.

A trajetória chama atenção não apenas pela origem pessoal do produto, mas pela disciplina financeira aplicada desde o início. Antes de lançar a marca, Davidoff já acumulava duas décadas como fundadora e CEO de reestruturação de marcas voltadas ao consumidor e celebridades.

Essa experiência orientou cada decisão estratégica, principalmente na construção de viabilidade econômica e escalabilidade. As informações foram retiradas de Entrepreneur.

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Validação financeira antes da expansão

A ideia começou a ser desenvolvida em 2021, após uma sequência de problemas de saúde do filho que incluíam queda de cabelo, descamação das unhas, eczema, psoríase, vômitos frequentes e dores gastrointestinais intensas.

Depois de consultar 32 médicos e não obter respostas, Davidoff identificou a alergia ao milho. Ao eliminar o ingrediente da dieta, os sintomas desapareceram.

Determinada a encontrar uma alternativa à pipoca, ela testou diferentes grãos ancestrais até chegar ao sorgo, que estoura de forma semelhante ao milho. O produto agradou amigos e abriu espaço para um possível negócio. Mesmo assim, a executiva só avançou após confirmar que o modelo poderia ser financeiramente sustentável.

Os primeiros passos envolveram aperfeiçoamento de receitas e negociação com copackers, empresas responsáveis por fabricar e embalar produtos para terceiros. A análise central era clara. Seria possível produzir com margem e preço competitivo em escala. Após validar os números, ela realizou um pequeno lote para teste em feiras e varejistas especializados nos Hamptons.

Para financiar essa fase, aportou cerca de US$ 150 mil de recursos próprios. O teste beta permitiu coletar dados sobre preferências de sabor, tamanho de embalagem, precificação e mensagem de marketing. O movimento reduziu riscos e forneceu base concreta para decisões futuras.

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Estrutura de capital e crescimento acelerado

Com os dados do teste em mãos, Davidoff trouxe Novak Djokovic como cofundador e levantou uma rodada seed de US$ 5 milhões. O lançamento oficial para pré-venda ocorreu em 1º de novembro de 2025, com início das entregas em meados de dezembro.

O primeiro mês completo de vendas foi janeiro. O resultado foi quase US$ 400 mil de faturamento apenas no site da marca. Segundo a fundadora, a empresa passou a crescer 10 vezes mês a mês. Em fevereiro, a caixa especial de Dia dos Namorados esgotou em dois dias, foi reabastecida e voltou a esgotar.

Para profissionais de finanças corporativas, os dados evidenciam a importância do planejamento de demanda e da capacidade operacional. A própria executiva afirma que alimentos são o setor mais desafiador em que já atuou. Produtos têm prazo de validade, preços de insumos variam e a oferta depende de colheitas. O planejamento de demanda na fase inicial, segundo ela, é um dos principais pontos de atenção.

Riscos operacionais e disciplina de execução

O crescimento não ocorreu sem obstáculos. O primeiro copacker contratado foi adquirido pouco antes da produção inicial em escala. A empresa precisou reiniciar o processo com outro fornecedor. Após novos testes e definição das receitas finais, uma produção em larga escala utilizou o óleo errado. A decisão foi descartar todo o lote.

Em seguida, o segundo copacker vendeu seu equipamento de pipoca, obrigando a equipe a recomeçar novamente. A sequência de eventos elevou custos e pressionou o cronograma, exigindo controle financeiro e capacidade de absorver perdas sem comprometer a operação.

A experiência acumulada como CEO foi determinante para manter a estrutura de capital e a disciplina estratégica. Davidoff destaca que passou 20 anos acumulando conhecimento sobre erros a evitar no lançamento de marcas de consumo. Também recorreu a comunidades especializadas, como o grupo Startup CPG, e a newsletters do setor para acompanhar tendências e movimentos do mercado.

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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.

Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

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