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Redação Exame
Publicado em 9 de dezembro de 2025 às 14h30.
Formado em medicina pela Universidade Yale e com passagem por Wall Street, Herriot Tabuteau tomou uma decisão incomum ao fundar a Axsome Therapeutics em 2012: recusou capital de risco, apostou em portfólio diversificado de medicamentos e tocou os ensaios clínicos internamente para reduzir custos.
Mais de uma década depois, o resultado da estratégia está na vitrine: uma empresa listada na Nasdaq, avaliada em US$ 6,1 bilhões, com três medicamentos aprovados, cinco em desenvolvimento e receita de quase US$ 500 milhões.
O caso da Axsome escancara o valor de uma gestão estratégica de risco, planejamento financeiro disciplinado e profundo conhecimento de mercado, pilares cada vez mais essenciais para profissionais de finanças corporativas em um ambiente de negócios altamente competitivo e regulado.
A história de Tabuteau oferece um estudo de caso real sobre como alocar capital com eficiência, maximizar retorno e manter o controle sobre a visão de longo prazo. As informações foram retiradas da Forbes.
Apesar de ter formação em biologia molecular e medicina, Tabuteau passou quase 20 anos no setor financeiro, com passagens por Goldman Sachs, Bank of America e SAC Capital.
Essa vivência foi fundamental para modelar seu estilo de gestão e embasar decisões financeiras da Axsome, como a aquisição estratégica do Sunosi, medicamento para narcolepsia, comprado por US$ 53 milhões em 2022 e revendido parcialmente por US$ 66 milhões meses depois, em um movimento descrito como “extremamente astuto” por analistas.
Além de retorno imediato, a compra ajudou a compor o portfólio da empresa, que hoje projeta vendas de até US$ 16,5 bilhões nos próximos anos, caso todos os medicamentos em fase de testes sejam aprovados pela FDA, uma meta ambiciosa, mas respaldada pela gestão eficiente e pelo pipeline da companhia.
A Axsome ainda não é lucrativa. Entre junho de 2024 e junho de 2025, reportou um prejuízo de US$ 247 milhões. No entanto, a receita cresceu 70%, impulsionada principalmente pelo Auvelity, medicamento aprovado em 2022 para depressão grave, que se destaca por começar a fazer efeito em uma semana, uma inovação em relação aos antidepressivos tradicionais, que levam até oito semanas.
A empresa começou a comercializar o Auvelity com 165 representantes de vendas, metade da média do setor, mas combinou a equipe com um sistema inteligente de dados para mapear médicos com maior probabilidade de prescrever o produto e personalizar o canal de contato. O resultado: expectativa de US$ 500 milhões em vendas só este ano e projeções de blockbuster (acima de US$ 1 bilhão em receita anual).
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