Nintendo mais perto: distribuidora vai colocar game em 4 mil lojas no país

Atualmente, Magazine Luiza, B2W e Lojas Americanas vendem os consoles, mas Rcell quer distribuir para todo o Brasil em 2021

Os fãs brasileiros dos videogames da Nintendo logo vão ter mais facilidade para comprar os consoles. A Rcell, maior distribuidora de eletrônicos, jogos e produtos de informática do país, planeja aumentar de três para 24 o número de varejistas autorizados a revender os videogames japoneses, chegando a todas as regiões do Brasil em 2021.

Atualmente, três grandes varejistas comercializam os videogames da Nintendo, que tem na Rcell a distribuidora oficial no país: Magazine Luiza, Lojas Americanas e B2W – dona de sites como Submarino e Shoptime. Para a Rcell, é importante expandir essa rede. “Os atuais revendedores são grandes, mas os varejistas de tamanho médio são importantes nas regiões em que atuam, e há também os pequenos especializados em videogames”, diz Alexandre Della Volpe Elias, diretor de marketing da distribuidora. Com as novas parcerias, os videogames da Nintendo estarão em mais de 4 mil pontos de venda.

Até 2015, a Nintendo fez duas tentativas de estabelecer um escritório no país, mas foi embora por causa do custo Brasil. Desde então, quem queria comprar seu videogame só tinha como opção os trazidos por quem viajava ao exterior e anunciava em marketplaces. A Rcell se tornou a distribuidora oficial em setembro, lançando no país oficialmente o console Nintendo Switch, o último modelo da fabricante japonesa.

A Rcell também distribui os consoles PlayStation, da Sony, e os celulares da Samsung. No ano passado, vendeu 2 milhões de aparelhos de telefone móvel da marca coreana. Os celulares responderam pela maior fatia do faturamento de 3,25 bilhões de reais da Rcell no ano passado, seguidos pelos videogames e pelos notebooks.

Neste ano, até setembro, a receita da distribuidora chegou a 2,55 bilhões de reais. Somente entre maio e agosto, o faturamento saltou 36%, com uma alta de 57% no faturamento com celulares e de 25% com videogames. Em casa por causa da pandemia do novo coronavírus, as famílias buscaram mais opções para se divertir e se conectar com o mundo. E melhores opções também: em abril, os consoles que custavam entre 2.000 e 2.500 reais perfaziam 58,3% do mercado, enquanto os de 2.500 a 3.000 reais ficavam com 11,4%, segundo a Rcell. Em agosto, os mais baratos tinham só 29,4%, e os mais caros subiram para 62,8%. “Queremos atingir um faturamento de 1 bilhão de reais só com videogames. No ano que vem, buscamos dobrar a participação dos consoles na nossa receita, hoje em 17%”, afirma Elias.

A próxima grande onda no mercado de eletrônicos, para a Rcell, é a dos dispositivos inteligentes. Para aproveitar a tendência, a distribuidora está lançando agora a sua própria marca de apetrechos, a RSMART. Começa com lâmpada e tomada conectadas à internet e comandadas por um aplicativo, para criar um sistema de automação na casa, e termômetro para medição da temperatura dos consumidores em estabelecimentos comerciais ativado à distância.

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