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Na fusão de Oi e Portugal Telecom, o diabo está nos detalhes

Após boa recepção inicial, mercado começa a cobrar mais detalhes sobre o negócio que deu origem à CorpCo

São Paulo – "O diabo está nos detalhes": esse é o título de um informe da corretora Citi sobre a fusão entre Oi e Portugal Telecom (PT) anunciada na última semana. Bem recebido pelo mercado, o negócio que deu origem à CorpCo começa a ser alvo de desconfiança por conta dos dados nebulosos envolvidos na transação.

O acordo firmado prevê uma injeção de 7 bilhões de reais na Oi e participação de 38% da PT na Corpco, mas não dá mais detalhes sobre a composição acionária da nova empresa. Essa é uma das questões levantadas pelo relatório da Citi – assinado por Lucio Aldworth & Georgios Ierodiaconou.

"Sentimos que a falta de clareza no negócio reduz a visibilidades dos investidores e cria uma nova camada de risco", afirma o informe.

A impressão é ratificada por outras corretoras. "De forma geral, acreditamos que o nível de divulgação de informações para uma operação internacional, que é complexa e contempla várias fases, tem sido baixo", afirma relatório da HSBC assinado por Ricard Dineen & Luigi Minerva.

Festa

A fusão que deu origem à Corpco foi elogiada por Otavio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, em entrevista ao Estadão. O grupo é uma das acionistas da Oi.

Segundo ele, o surgimento da CorpCo vai permitir à operadora brasileira "participar da festa" do mercado de telefonia do país e até "comprar qualquer empresa no mundo" – algo que o prejuízo de 124 milhões de reais da Oi no segundo trimestre de 2013 parecia não permitir.

Atualmente, a PT é dona de 10% da Oi. No último dia 2, a multinacional portuguesa anunciou sua fusão com a companhia brasileira – que deve começar a valer no primeiro semestre de 2014. Batizada de CorpCo, a nova empresa já nasce com 100 milhões de clientes e receita de quase 40 bilhões de reais.

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