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Mulheres lideram rodada de investimento da femtech brasileira Feel & Lilit

Femtech que atua no mercado de saúde íntima e sexual feminina, Feel & Lilit cresce com recursos financeiros vindos, predominantemente, de investidoras

Marina Ratton e Marília Ponte, fundadoras da Feel & Lilit (Bruna Bento/Divulgação)

Marina Ratton e Marília Ponte, fundadoras da Feel & Lilit (Bruna Bento/Divulgação)

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Isabela Rovaroto

30 de novembro de 2022, 12h36

A Feel & Lilit, femtech brasileira pioneira no mercado de saúde íntima e sexual feminina, anuncia nesta quarta-feira, 30, uma rodada pré-seed de até R$ 1 milhão liderada pelo Sororitê, o maior grupo de investidoras-anjo do Brasil. O valor será utilizado no desenvolvimento de produtos e plataformas da empresa.

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O Sororitê foi criado para estreitar os caminhos entre fundadoras de startup e investidoras ao democratizar o assunto para mais mulheres que tenham a intenção de investir em capital de risco. Em menos de dois anos de atividade, o grupo já alcançou o valor de mais de R$ 4 milhões investidos em startups lideradas por mulheres.

“Se não fosse pela identificação demonstrada por essas investidoras, que acreditaram no nosso negócio e em outros negócios liderados por empreendedoras, é bem provável que, hoje, as consumidoras não tivessem à disposição essa gama de produtos voltados para o sexual wellness. Esse é um investimento muito estratégico, pois além de recursos financeiros, ele mostra que temos uma comunidade ativa que contribui com o desenvolvimento do produto e pesquisa”, diz Marina Ratton, fundadora da Feel e CEO da Feel & Lilit.

Atualmente, a Sororitê conta com mais de 80 mulheres com experiências em diferentes áreas, que avaliam e investem nas startups em estágio inicial. Entre as empresas já beneficiadas, além da Feel & Lilit estão HerMoney, Mimo, PHP Biotech, Muda Meu Mundo, Herself, Se Candidate Mulher, Kultua e Beca.

“Queremos que o Sororitê seja o grupo de referência para fundadoras que buscam capital e expertise. O objetivo é potencializar as mulheres em todos os setores - sejam eles setores com mais fundadoras como femtechs até setores dominados por fundadores homens brancos como fintech e agrotech”, diz Flávia Mello, co-fundadora do grupo.

Sororitê: fundado pelas investidoras anjo Flávia Mello, Erica Fridman Stul, Mariana Figueira e Jaana Goeggel (Gabi Amorim./Divulgação)

 

A femtech Feel & Lilit

Unidas desde junho do ano passado, a Feel e a Lilit tem juntas 90% do valor dos aportes captado entre investidoras, uma tendência entre as femtechs.

Dados do relatório do PitchBook, realizado em 2019, mostram que investidoras são duas vezes mais propensas a aplicar recursos em startups fundadas também por alguém do gênero feminino. Quando essa startup é liderada por uma CEO, a propensão sobe ainda mais, chegando a até três vezes.

Em operação desde o final de 2020, a Feel já soma um crescimento superior a 70%. No ano passado, a empresa focada em produtos para a intimidade feminina passou por sua primeira rodada de investimentos, através da plataforma de equity crowdfunding Wishe, na qual obteve um índice histórico de 84% do financiamento liderado por investidoras mulheres, alcançando uma captação de R$ 550 mil.

Também fundada em 2020, a Lilit já faturou R$ 1,7 milhão apenas com a venda de um produto, o vibrador Bullet Lilit. A empresa também foi responsável pela inauguração da categoria de bem-estar sexual em marcas parceiras como Magazine Luiza, Amaro e Holistix.

“Mesmo oferecendo produtos concebidos para momentos diferentes na rotina de cuidados da mulher, o público das duas marcas é o mesmo. Buscamos a oportunidade de falar, juntas, com todo esse universo de mulheres, unindo nossas experiências como empreendedoras solo”, ressalta Marília Ponte, fundadora da Lilit e COO da Feel Lilit.

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