Motorola culpa crise europeia por recuo no faturamento

Em lucro líquido, a empresa chegou a US$ 182 milhões, ou US$ 0,61 por ação

São Paulo - Com baixas demandas do mercado corporativo, o balanço financeiro dos últimos três meses da Motorola Solutions mostrou sinais de desaquecimento.

De acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira, 25, o segmento obteve um recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento total em vendas no segundo trimestre do ano fiscal de 2012, terminado em 30 de junho, atingiu US$ 2,148 bilhões, um aumento de 8% em relação aos mesmos três meses em 2011.

Em lucro líquido, a empresa chegou a US$ 182 milhões, ou US$ 0,61 por ação. A Motorola Solutions aumentou sua previsão anual de faturamento para um crescimento entre 5% e 6%, contra os 5% previstos anteriormente.

Para a companhia, a queda no setor enterprise aconteceu por uma questão macroeconômica: a crise europeia. “Isso é reflexo da economia, principalmente na Europa, embora o segmento tenha crescido em outras regiões, desconsiderando-se o iDEN”, diz o vice-presidente executivo e CFO, Ed Fitzpatrick, referindo-se à divisão de handsets de radiocomunicação (no Brasil, usada pela Nextel) que já tinha uma expectativa (confirmada) de diminuição nas vendas.

Dentro desse mercado corporativo, o setor de mobilidade espera com ansiedade a chegada do Windows Phone 8 por conta de suas características incorporadas para o ambiente enterprise.

Atualmente utilizando a versão 6.5.3 do sistema operacional da Microsoft (além do Android no tablet touchscreen AT1), a Motorola Solutions espera pela atualização da plataforma em outubro. Já nas soluções de WLAN e gerenciamento, o foco está no varejo, embora a companhia não acredite em crescimentos maiores do que 35% em relação ao ano passado.


Já no segmento governamental, a empresa teve razões para comemorar: as vendas atingiram US$ 1,5 bilhão, crescimento de 14% em relação ao segundo trimestre de 2011. Entre os destaques do setor, a Motorola Solutions mencionou o lançamento dos testes realizados com o Exército brasileiro com equipamentos voltados para segurança pública utilizando a tecnologia LTE na frequência de 700 MHz.

Segundo o CEO Greg Brown, o crescimento aconteceu por conta de características de interoperabilidade do portfólio da empresa e das oportunidades também na utilização das soluções em missão crítica e saúde.

“É um grande reflexo do retorno de investimento em nossos produtos que vendemos. A confiabilidade é positiva e priorizarmos isso”, disse ele durante conferência sobre os resultados financeiros. “Estamos apenas sendo mais cautelosos nesse ambiente, embora confiantes nos negócios”, encerra.

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