Mercado Livre investirá R$ 10 bilhões no Brasil em 2021

Valor é equivalente ao investido pela empresa no país nos últimos quatro anos

O Mercado Livre anunciou nesta segunda-feira que vai investir 10 bilhões de reais no Brasil em 2021 para marcar posição em seu principal mercado, enxergando a América Latina como a região de maior crescimento do comércio eletrônico no mundo.

O valor, equivalente ao investido pela empresa no país nos últimos quatro anos, foi divulgado na esteira do crescimento explosivo das operações no quarto trimestre e vem após anúncios de investimentos bilionários rivais, incluindo da norte-americana Amazon no país.

O anúncio do investimento veio com a divulgação dos resultados da companhia no quarto trimestre.

O faturamento do Mercado Livre quase dobrou no período, indicando que o comércio online seguiu ganhando terreno, mesmo com flexibilização parcial do isolamento imposto para conter a Covid-19. A receita líquida somou 1,3 bilhão de dólares de outubro a dezembro, alta anual de 96,9% em dólares.

Isso, mesmo com a forte depreciação cambial que atingiu todas as moedas da região no período, no encalço da crise provocada pela pandemia. Se medida pela divisa de cada país, a receita cresceu 148,5%. O Brasil, que responde por 54% da receitas, teve alta de 68% em dólar e de 120% em real.

O volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) no trimestre somou 6,6 bilhões de dólares, alta anual de 69,6% em dólar e 109,7% em moeda constante, com o Mercado Livre colhendo os frutos de maiores investimentos, como na capacidade logística e na prateleira de serviços financeiros.

O Mercado Livre e outros como a Amazon têm anunciado investimentos bilionários em logística nos últimos meses para ganharem escala na América Latina, região onde o comércio online mais cresce no mundo, segundo dados da consultoria e-Marketer.

A rede do serviço de logística do grupo, Mercado Envios, atingiu no Brasil uma penetração de 79% do total das entregas no quarto trimestre ante 68% na comparação anual.

O Mercado Livre, com sede na Argentina, teve no quarto trimestre uma base de usuários ativos de 74 milhões, 71,3% maior do que um ano antes.

Em outra frente, no braço financeiro Mercado Pago, o volume de pagamentos processados no trimestre atingiu 15,9 bilhões de dólares, alta ano a ano de 83,9% em dólares e 134,4% em moeda constante. E a carteira de crédito do segmento atingiu 479 milhões de dólares, mais do que dobrando em um ano.

Com a preferência para investir na expansão do negócio do que obter rentabilidade mais imediata, o grupo teve prejuízo líquido de 50,6 milhões de dólares no trimestre, ante prejuízo de 54 milhões um ano antes.

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